O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, classificou o jornalista Alexandre Aprá como “criminoso”, “vagabundo” e “elemento criminoso” em um vídeo publicado em suas redes sociais na última sexta-feira (17).
A declaração ocorre em um contexto em que Mendes é acusado de promover assédio judicial contra jornalistas. Entidades foram até o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024, para apontar que Mendes aparelhou a Polícia Civil para realizar uma operação contra profissionais de imprensa, conhecida como Operação Fake News. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Instituto Vladimir Herzog e o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), além dos dois profissionais alvos da operação policial, assinaram a reclamação protocolada no STF. Entre os alvos da operação estava o jornalista Alexandre Aprá, xingado por Mendes.
“Quando é sobre mim, sobre a minha família, pode ter certeza, eu vou processar como processei esse criminoso chamado Alexandre Apa. Então agora eu me sinto de alma lavada porque esse elemento criminoso foi condenado e repita 1 ano e 3 meses pela justiça, já transitou em julgado e agora ele foi condenado a pagar quase R$ 100.000 a mim e a minha esposa”, afirmou o ex-governador, que pretende disputar cadeira no Senado nestas eleições.
Xingado por Mendes em vídeo nas redes sociais, Aprá também foi alvo de uma emboscada, através da contratação de um detetive particular, proveniente de Mato Grosso do Sul. Imagens e gravações obtidas pelo próprio jornalista provaram que o detetive afirmou ter sido contratado por uma pessoa próxima a primeira dama para “forjar flagrante” contra o jornalista. Nas gravações, o detetive afirma que as reportagens do jornalista estariam incomodando o alto escalão do governo de Mato Grosso.
Recentemente, Mendes ameaçou processar um jornalista do PNB Online que o questionou sobre o fato de que R$ 154 milhões dos R$ 308 milhões do acordo da Oi foram parar em um fundo de investimento que pertence a Robério Garcia, pai do secretário da Casa Civil, Fábio Garcia. O Sindjor-MT manifestou repúdio à ameaça do ex-governador.
No vídeo, Mendes afirma que Aprá foi condenado criminalmente a um ano e três meses de prisão por ter mentido sobre ele e sua esposa, Virgínia Mendes. O governador também menciona que Aprá foi condenado a pagar R$ 30.000, corrigidos desde 2016, o que totaliza cerca de R$ 100.000, a ele e sua esposa por danos morais.






















