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PROMESSA NÃO CUMPRIDA

Após quatro anos, apenas 28% das obras do BRT foram concluídas por Mauro Mendes

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Documento do próprio governo de Mato Grosso admite que as obras do BRT (Bus Rapid Transit) andam em ritmo lento e sem muito avanços, após quatro anos do anúncio da troca do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que tinha mais de 60% de suas obras encerradas, para um novo modelo de transporte.

Segundo o Relatório Geral Anual (RAG) do ano de 2025, finalizado em março deste ano, até o final do ano passado 28% das obras do BRT estavam concluídas. O documento cita o imbróglio entre o governo e o Consórcio Construtor BRT, que teve o contrato rescindido, após um “acordo extrajudicial”, que teria recebido o aval do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O acordo, que está sob sigilo, não foi divulgado pelo governo do estado.

No lugar do Consórcio Construtor BRT, o governo Mauro Mendes contratou o Consórcio Integra BRT, formado pela empresa Lotufo Engenharia, empresa que teve como sócio o atual ex-secretário da Casa Civil, o empresário e ex-senador Mauro Carvalho.

De acordo com o RAG, no acordo extrajudicial o consórcio Construtor BRT se comprometeu a concluir diversas frentes de serviços abertas, totalizando R$ 98.809.627,97, o que corresponde a cerca de 20% de todas as obras previstas.

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Após o acordo, a SINFRA-MT (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) decidiu dividir o remanescente das obras em lotes para melhorar os mecanismos de gestão. O Lote I, que trata da infraestrutura do BRT no trecho entre o CPA e o Aeroporto, foi contratado por R$ 155.168.800,00 (CONTRATO Nº 041/2025/SINFRA), com R$ 31.710.803,09 executados até dezembro de 2025.

“Considerando o montante inicial previsto para as obras do BRT, que era de R$ 470.000.000,00, a soma dos contratos 052/2022/SINFRA e Nº 041/2025/SINFRA indica que 28% do total das obras foram executadas até o final de 2025”, diz trecho do RAG

O remanescente das obras, que inclui os Lotes II (ESTAÇÕES – trecho Aeroporto – CPA), Lote III (TERMINAIS – CCO – trecho Aeroporto – CPA), Lote IV (Projetos e Reparos – OAE’s, como o Viaduto UFMT, Nova Ponte sobre o Rio Coxipó e Viaduto 040), Lote 05 (Infraestrutura Viária, Urbanização e Construção das Estações e Terminal Trecho Coxipó – Centro), Lote 06 (Sistemas de ITS e Comunicações) e Lote 07 (Largo do Rosário), está em fase de contratação ou com anteprojetos sendo revisados.

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Levantamento feito pela reportagem do PNB Online com base em dados do Mira Cidadão mostra que, até abril de 20256, o governo pagou R$ 184.917.471,76, valor que corresponde a 39% do valor inicial da obra. Deste total, R$ 133.207.945,91 foram pagos para o Consórcio Construtor BRT e R$ 51.709.525,85 para o Consórcio Integra BRT.

Anunciado para substituir o VLT em dezembro de 2021, o BRT deveria ter sido concluído em dois anos. De início, o governo anunciou que gastaria apenas R$ 430 milhões para concluir o modal, incluindo a compra dos ônibus elétricos. Depois, ao lançar a licitação, o governo aumentou o valor em R$ 40 milhões, licitando a obra por R$ 469 milhões na época, sem incluir a compra dos ônibus elétricos.

O BRT substitui o VLT sob o argumento de que seria mais barato e mais rápido de concluir. No entanto, diferente do anunciado, a obra permanece sem conclusão após quatro anos.

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