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VERGONHA NACIONAL

Áudio em que Medeiros zomba do próprio eleitor repercute nacionalmente

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O eleitor mato-grossense com algum afinco pelo extremista José Medeiros (PL) sentiu, na última segunda-feira (21.09), o primeiro baque em sua vontade de elegê-lo com as publicações de um áudio em que o deputado federal, candidato ao Senado, xinga e zomba do próprio eleitor, afirmando que os votos que recebe vem de pessoas que “oram para alienígena” e “bebem detergente”.

A fala, que poderia muito bem ter vindo de um comediante petista, partiu de um dos mais entusiasmados bolsonaristas de Mato Grosso. José Medeiros aparece publicamente como ferrenho defensor de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), anistia para condenados da tentativa de golpe do 8 de janeiro, entre outras peripécias legislativas dos representantes do mais esforçado extremismo local.

O pior é que, para tentar diminuir o efeito negativo do áudio, Medeiros fez a emenda sair pior que o soneto: ao se explicar sobre o áudio, acabou por revelar uma secreta aliança com o STF, dizendo que havia enviado a mensagem para o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (PL), solicitando auxílio e intermediação para chegar a Gilmar Mendes.

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Gilmar que, na versão de Medeiros, seria responsável por decretar uma operação contra si, de acordo com boatos que Medeiros diz ter ouvido de pessoas próximas. A tal reunião com Gilmar – que nunca entrou na agenda oficial de Medeiros – de fato aconteceu e, segundo o próprio parlamentar, o ministro teria dito que não decretaria nenhuma operação contra ele.

José Medeiros de peruca e esparadrapo

Esta história recheada de minúcias e estranhezas atraiu a atenção da imprensa nacional, que rapidamente passou a publicar o áudio de Medeiros zombando do próprio eleitor em mensagem para o irmão do ministro do STF.

Jornais como o Estado de São Paulo, UOL, Carta Capital, O Globo, Terra, Money Times, Intercept Brasil, ICL Notícias, Agora Brasil, Pragmatismo Político e Infomoney publicaram o áudio, que caiu como uma bomba na campanha de Medeiros.

Não é de agora que o deputado se envolve em polêmicas, desde a icônica e constrangedora foto no Congresso Nacional, em que vedou a própria boca, as orelhas e os olhos com esparadrapo em protesto que ocupou a Mesa Diretora da Câmara, em agosto do ano passado, exigindo a votação de um projeto de lei que resultaria na anistia aos condenados por golpe de estado.

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Em outra ocasião, igualmente absurda, Medeiros usou uma peruca vermelha em pleno Congresso Nacional para ironizar Jacqueline Muniz, da Universidade Federal Fluminense (UFF), durante sessão em novembro de 2025 sobre segurança pública no Rio de Janeiro.

Mais recentemente veio à tona notícia de que Medeiros mantém a esposa como servidora do Senado, trabalhando para o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), como servidora pública cedida da Prefeitura de Rondonópolis, recebendo dois salários, o que é vedado por lei. O filho de Medeiros também é mantido em Brasília graças a um emprego no “Escritório de Representação” da prefeitura de Rondonópolis na capital federal.

 

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