Da Redação
Com Agência Estado – Por Pedro Caramuru, Gregory Prudenciano e Daniel Galvão
O presidente Jair Bolsonaro continua fazendo uso político da crise da pandemia. A prioridade é cuidar de si, se proteger dos desgastes da sua evidente falta de preparo para liderar o país diante de um acontecimento dessa dimensão social e econômica que afeta o mundo todo.
Em live na noite desta quinta (9), ele voltou a fazer a propaganda do “remédio do Bolsonaro”, defendendo o uso da cloroquina como panaceia para curar o covid 19 e descartar a necessidade do isolamento social.
Outra ação foi atacar novamente o ministro da Saúde que não consegue demitir por conta da pressão do núcleo militar do seu governo. O presidente se contenta, por enquanto, a fazer ameaças veladas contra o seu subordinado que desfruta de prestígio junto à opinião pública.
O presidente Jair Bolsonaro usou da analogia do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para sinalizar que ainda estuda a permanência do auxiliar à frente da pasta, após os atritos que ambos tiveram sobre as orientações para isolamento social. “O médico não abandona o paciente, mas o paciente pode trocar de médico”, disse Bolsonaro.
No início da semana, Mandetta havia respondido, sobre a possibilidade dele próprio pedir para deixar o cargo, que “o médico não abandona o paciente”.
Nesta quinta vieram a tona conversas entre o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o antigo ocupante do cargo, o atual deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), conspirando pela saída de Mandetta. Bolsonaro, em transmissão ao vivo pela internet, havia dito que “quem está esperando eu falar do Mandetta, do Onyx e do Osmar pode pular para outra live. Não vai ter esse assunto aqui”.
É assim que Bolsonaro lida com assuntos que não quer ou não dá conta de explicar: se cala e joga no buraco da memória. Os seus seguidores, os cães digitais, engolem bem essa conveniente omissão de explicação.






















