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ACOLHIMENTO

Casa de apoio a mulheres vítimas de violência pede doações para estruturar espaço em Cuiabá

Inaugurada no último domingo (9), Casa Tereza de Benguela ainda passa por revitalização e busca móveis, alimentos e materiais de limpeza.

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A recém-inaugurada Casa de Referência para Mulheres Tereza de Benguela, em Cuiabá, iniciou uma campanha para arrecadar móveis, alimentos, materiais de limpeza e recursos financeiros destinados à estruturação do espaço, que pretende atender mulheres em situação de violência e vulnerabilidade.

A iniciativa é do Movimento de Mulheres Olga Benário. A casa foi inaugurada no último domingo (9), em um imóvel no bairro Bandeirantes que, segundo o movimento, estava abandonado havia mais de dez anos e ainda passa por obras de revitalização.

Entre os itens solicitados estão botijão de gás, mesas, cadeiras, colchões, lençóis, pratos, talheres e panelas. O grupo também recebe produtos e equipamentos de limpeza, alimentos não perecíveis, roupas, livros, brinquedos e materiais para atividades com crianças.

Segundo a advogada Karime Dogan, integrante do movimento, o imóvel ainda precisa de intervenções para ter condições adequadas de funcionamento, inclusive nas redes elétrica e hidráulica.

“Estamos no processo de revitalizar esse espaço para receber as mulheres. Para isso, aceitamos doações de mobília, valores em dinheiro e outros equipamentos de infraestrutura para equipar a casa com rede elétrica e água”, afirmou.

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Como o imóvel ainda está sem energia elétrica, o movimento também pede, neste primeiro momento, doações de água, bebidas geladas e comida pronta para as pessoas que trabalham na recuperação do local.

A proposta é que a Casa Tereza de Benguela ofereça acolhimento inicial a mulheres vítimas de violência, orientações e encaminhamento para a rede de atendimento, além de serviços como acompanhamento psicológico. O movimento afirma estar articulando a participação de profissionais de psicologia, direito e serviço social.

Apesar da denominação de casa de acolhimento, o local não funcionará inicialmente como abrigo para permanência de mulheres vítimas de violência.

“No momento, a ocupação não fornece abrigo às mulheres. Apenas acolhimento imediato e encaminhamento para serviços especializados”, disse Dogan.

O funcionamento deverá contar com trabalho voluntário e uma rede de apoiadores. O grupo também pretende realizar cursos, oficinas culturais, atividades de formação política e outras ações voltadas às mulheres.

Nos casos em que as mulheres chegarem acompanhadas dos filhos, integrantes do movimento deverão se revezar nos cuidados com as crianças durante os atendimentos. Por isso, a campanha também recebe brinquedos, lápis de cor e livros infantis.

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De acordo com Dogan, até o momento não houve sinalização de apoio de órgãos públicos ao projeto.

As doações podem ser entregues na rua Manoel dos Santos Coimbra, nº 122, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, nos fundos da Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso. Também são aceitas contribuições financeiras pelo Pix [email protected].

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