O chefe de gabinete do vereador Chico 2000, Rubens Vuolo Júnior, emitiu uma nota por meio de seus advogados, declarando ser inocente das acusações que lhe são atribuídas na Operação Gorjeta, que investiga a suspeita de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares na Câmara de Cuiabá. A operação foi deflagrada esta semana pela Polícia Civil e resultou no afastamento de Chico 2000 do cargo de vereador.
Segundo a polícia, Chico teria se associado a outros servidores da Câmara para enviar emendas para um instituto e uma empresa e receber parte do dinheiro que deveria ser gasto na realização de eventos esportivos, como corridas legislativas. A Justiça determinou o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.
Na nota, Rubens Vuolo Júnior diz estar “absolutamente tranquilo” com relação à condução do processo. Informou ainda que está à disposição das autoridades competentes e que “no tempo e na forma processual adequados” vai comprovar sua inocência com relação às acusações.
Confira abaixo a íntegra da nota, assinada pelo advogado José Ricardo Costa Marques Corbelino, que faz a defesa do chefe de gabinete:
Nota à imprensa
O escritório Corbelino Advogados informa que passou a atuar na defesa de Rubens Vuolo Junior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000, no âmbito da Medida Cautelar Criminal nº 1023482-74.2025.8.11.0042, relacionada à denominada “Operação Gorjeta”, que tramita sob segredo de justiça perante o Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.
Na data de 28/01/2026, o Juízo competente deferiu a habilitação dos advogados constituídos, assegurando à defesa acesso aos elementos de prova já documentados nos autos, em estrita observância aos princípios constitucionais.
O escritório que subscreve a presente nota vem a público esclarecer que tem pleno conhecimento dos fatos que vêm sendo divulgados e informa que o investigado encontra-se absolutamente tranquilo quanto à condução do processo.
Ressalta-se que o cliente, desde o primeiro momento, colocou-se à disposição das autoridades competentes e confia plenamente que, no tempo e na forma processual adequados, demonstrará de maneira clara e inequívoca toda a sua inocência, bem como apresentará sua versão dos fatos no transcorrer da instrução processual, em respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
O escritório reafirma sua confiança nas instituições (Polícia/MP/ Poder Judiciário) e esclarece que não fará juízo antecipado ou debate de mérito fora dos autos, por entender que o processo judicial é o espaço legítimo para o pleno esclarecimento da verdade.
Por fim, reforça-se que qualquer tentativa de antecipação de culpa ou julgamento midiático afronta princípios constitucionais básicos, especialmente a presunção de inocência, que deve ser preservada até decisão final. Por se tratar de procedimento que tramita em segredo de justiça, outras informações somente poderão ser prestadas nos limites legais, estando a disposição para quaisquer esclarecimentos pertinentes.
Cuiabá-MT, 28 de janeiro de 2026.
José Ricardo Costa Marques Corbelino




















