O procurador Francisco Lopes pediu exoneração do cargo de Procurador-Geral do Estado nesta sexta-feira (7) ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assim que estourou a Operação Heritage, a investigação do suposto crime de corrupção na gestão do então governador Mauro Mendes (União). O doutor Francisco é um dos alvos da investigação. A atitude do procurador foi decente, deixando o governador Otaviano livre para escolher um substituto para comandar a PGE. O procurador Felipe Florêncio ocupará o cargo. Ele atua na PGE há 13 anos.
A pergunta que não quer calar: Mauro Carvalho e Fábio Garcia também vão pedir para sair? Ou Otaviano Pivetta terá que tomar a iniciativa de pedir para que se afastem, respectivamente, do governo e da campanha? Pedir para sair é uma decisão moral e política.
“MAURINHO”
O secretário-chefe da Casa Civil, o todo-poderoso Mauro Carvalho, vai pedir para sair do governo? Tornar público o pedido de afastamento, deixando nas mãos do governador a decisão de mantê-lo ou não no cargo, assumindo por livre e espontânea vontade o ônus de ter um secretário investigado pela Polícia Federal.
“FABINHO”
O deputado federal Fábio Garcia (União), indicado para ser o candidato a vice-governador na chapa de Pivetta, vai anunciar a renúncia a essa indicação? Ou vai deixar Pivetta refém de uma campanha eleitoral onde vai ter que explicar o vice investigado pela Polícia Federal.
OPERAÇÃO HERITAGE
Os fatos são subversivos. Seja dentro do governo ou no palanque eleitoral, Mauro Carvalho e Fábio Garcia são hoje dois problemas para o governo e a campanha de Otaviano Pivetta. Pedir para sai seria uma forma de demonstrar respeito ao governador, demonstrando que ele está no comando do governo e não a reboque de Mauro Mendes, outro investigado pela Polícia Federal
O deputado federal Fábio Garcia e o secretário Mauro Carvalho figuram no escopo de investigação da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo um acordo homologado entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi (no valor estimado em R$ 308 milhões).
Fábio Garcia: É investigado por sua atuação e posição no governo estadual durante o período das tratativas e desdobramentos do acordo, tendo o ministro Flávio Dino (STF) determinado medidas cautelares que incluem a quebra de sigilo bancário e fiscal.
Mauro Carvalho: Teve bens e valores bloqueados no âmbito das medidas cautelares determinadas pela Justiça no processo que apura a movimentação dos recursos e o uso de estruturas financeiras/fundos de investimento.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens de dezenas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao núcleo político e familiar envolvido no escândalo da Oi.


















