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RECOMEÇO

Comerciantes instalam barracas no entorno do Shopping Popular

Barracas improvisadas estão sendo montadas ao lado dos escombros do prédio que abrigava mercadorias de 600 lojistas.

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(Foto: Assessoria Shopping Popular)

Uma semana após o incêndio que destruiu o Shopping Popular em Cuiabá, comerciantes afetados pela tragédia começaram a retomar suas atividades. Barracas improvisadas estão sendo montadas ao lado dos escombros do prédio que abrigava mercadorias de 600 lojistas. O shopping contava com lojas de roupas, assistência técnica, eletrônicos e até uma praça de alimentação.

Nas redes sociais, a administração do shopping publicou um vídeo convidando a população a visitar as novas barracas. “O Shopping Popular está se reinventando, e alguns comerciantes já estão aqui, mesmo com o sol, ao redor do shopping, com muita alegria e diversas mercadorias”, anuncia a publicação. No local, estão sendo vendidos produtos variados, como perfumes, malas, eletrônicos, brinquedos, óculos, roupas e alimentos.

As barracas foram montadas após o Ministério Público (MP) barrar a instalação no Complexo Dom Aquino, proposta pela Associação de Camelôs do Shopping Popular. Segundo o MP, essa ocupação não seria possível por se tratar de um “bem de uso comum do povo”, cuja ocupação privada, mesmo que temporária, “não atende aos fins e interesses da coletividade”. Na última quarta-feira (17.07), o MP e representantes da associação se reuniram para discutir o assunto.

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Durante a última semana, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e Misael Galvão, presidente da associação, declararam que tentariam firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público para utilizar a área. Contudo, o órgão se opôs, entendendo que a associação, por ser uma entidade privada, não atendia ao interesse público.

Linhas de crédito

O Governo de Mato Grosso deve liberar linhas de crédito emergenciais para apoio aos comerciantes do Shopping Popular de Cuiabá. Conforme o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, ficou acordado que a Associação deve entregar ao Governo o balanço dos danos causados pelo incêndio, bem como as informações legais e jurídicas dos comerciantes, para subsidiar a criação de uma linha de crédito emergencial pela agência estadual de fomento, a Desenvolve MT.

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