Pesquisar
Close this search box.
NOVO RETRABALHO

Concreto recém-feito é quebrado para instalação de estação do BRT na avenida do CPA

Questionada, Sinfra diz que intervenção é necessária para instalar colunas, mas não explica por que serviço não foi feito antes nem se estava previsto no projeto.

Publicidade

(Foto: Reprodução)

Um trecho de concreto recém-executado nas obras do BRT (Bus Rapid Transit), nas proximidades do viaduto da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA, em Cuiabá, voltou a ser quebrado para a instalação de uma estação de passageiros. A intervenção chama atenção de quem circula pela região pela sequência dos serviços refeitos em uma obra que se arrasta há anos.

Procurada pelo PNB Online, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou apenas que o pavimento está sendo perfurado para a implantação da estrutura da futura estação. “Nesse local vai ser construída uma estação do BRT. Então, ali estão fazendo as perfurações necessárias para colocar as colunas”, respondeu a assessoria.

A pasta, no entanto, não respondeu aos outros questionamentos encaminhados pela reportagem: se a intervenção já estava prevista no projeto e por que foi necessário mexer no concreto depois de a pista ter sido executada. Também não explicou por que as perfurações para as colunas não foram realizadas antes da concretagem do trecho.

A situação foi relatada ao PNB Online por uma pessoa que trabalha nas proximidades e acompanha diariamente os transtornos provocados pela obra. Reclamações sobre congestionamentos, bloqueios e sucessivas mudanças no trânsito acompanham a execução do BRT desde o início das frentes de trabalho na avenida do CPA.

A própria forma como as obras foram divididas ajuda a dimensionar a sequência de intervenções. Em outubro de 2025, a Sinfra informou que o BRT estava sendo executado em etapas e por empresas responsáveis por serviços distintos. Naquele momento, parte das pistas de concreto já havia sido entregue, enquanto estações, terminais e o Centro de Controle Operacional ainda seriam objeto de novas contratações. A licitação específica para a execução das estações foi lançada apenas em setembro de 2025 e refeita em novembro daquele ano.

Leia Também:  Comércio pode abrir no feriado de 7 de Setembro em Cuiabá e VG
(Foto: Sinfra)

Trechos da obra são refeitos com frequência

Não é a primeira vez que concreto recém-executado nas obras do modal precisa ser removido. Em agosto de 2025, o PNB Online mostrou que trechos de uma ciclovia de concreto na região do Hospital de Câncer haviam sido demolidos depois de construídos. À época, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou ter encontrado concreto com cerca de 20 centímetros de espessura, recém-colocado, sendo destruído. Naquele contrato, as pistas seriam concluídas sem estações, semáforos e outras estruturas, que ficariam para contratações posteriores.

Problemas relacionados ao projeto e à pavimentação também já foram apontados pelo Tribunal de Contas do Estado. Em julho deste ano, auditoria da Secretaria de Controle Externo de Obras e Infraestrutura do TCE-MT identificou indícios de sobrepreço no contrato original do BRT e apontou, entre outras questões, a previsão de serviços em duplicidade e considerados tecnicamente inconciliáveis na etapa de pavimentação. O caso continua em análise no tribunal.

Promessa era de BRT pronto em 2025

As obras do BRT começaram durante o governo de Mauro Mendes (União), hoje candidato ao Senado. Na campanha pela reeleição, em setembro de 2022, Mendes afirmou à TV Centro América que o contrato estava assinado, as obras já haviam começado e o Estado tinha dinheiro em caixa para concluí-las em dois anos e meio. “Se Deus quiser, em dois anos e meio essa obra vai estar pronta”, afirmou na ocasião. O prazo se esgotou sem que o sistema entrasse em operação.

Leia Também:  Ex-controlador interno é condenado por registrar terreno em nome da mãe

Depois de sucessivos atrasos, impasses e da rescisão do contrato com o primeiro consórcio responsável pela implantação do modal, o governo dividiu os serviços remanescentes em novos lotes. Em julho, a Sinfra informou em audiência pública na Assembleia Legislativa que pretende concluir até dezembro de 2026 o primeiro corredor, entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a avenida do CPA, em Cuiabá.

O atual governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), manteve a previsão para o primeiro trecho, mas admitiu que o BRT completo não ficará pronto neste ano. Em agosto, afirmou que os ônibus devem começar a circular no corredor entre o aeroporto e o CPA na virada do ano e que a segunda etapa, que inclui a avenida Fernando Corrêa da Costa, deverá levar mais um ano.

Os atrasos também entraram na campanha eleitoral. Adversário de Pivetta na disputa pelo governo, o senador Wellington Fagundes (PL) já cobrou publicamente transparência sobre custos, contratos e prazos do BRT e afirmou que a demora causa prejuízos à população. A também candidata ao governo Natasha Slhessarenko (PSD) classificou a situação do modal como uma “ferida sangrenta” e criticou a sucessão de gastos e obras inacabadas desde o projeto do VLT.

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza