O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) anunciou nesta terça-feira (11.08) que não será mais candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Garcia e o grupo de Mauro Mendes, que o indicou para a vaga, estavam pressionados desde a semana passada, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Heritage, por determinação do Supremo Tribunal Federal, na investigação que apura o pagamento de R$ 308 milhões do Governo à empresa de telefonia Oi.
No entanto, Fábio Garcia, que é citado na investigação e na decisão do STF, alegou que desiste da candidatura não pela suspeita de envolvimento nos crimes apurados pela Polícia Federal e sim pelas restrições impostas a ele e aos investigados, como a impossibilidade de comunicação entre eles.
“Todos vocês acompanharam a decisão do ministro Flávio Dino. Essa decisão impõe a todos nós, do nosso grupo político, uma restrição. Eu e o ex-governador Mauro Mendes, pela decisão do ministro, não podemos nos comunicar, portanto não podemos estar no mesmo local”, disse Garcia. A decisão do ministro diz que os investigados estão proibidos de se ausentarem do país, como recolhimentos dos passaportes, e também estão proibidos de contato entre si “ressalvadas as comunicações estritamente familiares em relação aos investigados”.
Fábio Garcia alegou que essa decisão dificultaria a campanha da chapa majoritária, que teria ele próprio como candidato a vice-governador, e Mauro Mendes como candidato ao Senado. “Isso impõe a todos nós uma dificuldade de poder tocar a campanha. Eu recebi, portanto, o pedido dos presidentes de partido da nossa coligação para que eu reavaliasse a candidatura a vice-governador e voltasse à candidatura a deputado federal. E entendendo, portanto, que nós precisamos tocar para frente o projeto, eu vou voltar a ser candidato a deputado federal. Essa é a definição”, completou.
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