Foto Ilustrativa

Os jornalistas Antônio Peres Pacheco, Antônio Carlos Milas de Oliveira, Max Feitosa Milas, Maycon Feitosa Milas e Naedson Martins da Silva, presos no sábado (12), na operação “Liberdade de Extorsão”, acusados por extorsão de autoridades públicas, empresários e pessoas físicas com alto poder aquisitivo começam a ser interrogados nesta segunda-feira (14) pelo delegado da Delegacia Especializada de Crimes Contra a Administração Pública e Contra a Ordem Tributária (Defaz), Anderson da Veiga.
Além dos cinco, a Defaz também prendeu o auditor fiscal da Prefeitura de Cuiabá, Walmir Correa, acusado de vazar informações sigilosas da prefeitura para a suposta prática de extorsão cometidas pelos jornalistas contra políticos e empresários com contratos no poder público que seriam obrigadas a pagar até 300 mil para não terem “os nomes” ligados a supostas irregularidades em contratos administrativos, corrupção ativa e passiva, entre outras negociatas em notícias divulgadas nos veículos dos acusados.
Todos estão detidos no Centro de Ressociliazação de Cuiabá (CRC, na Capital. Os primeiros a serem ouvidos serão o auditor e Antonio Pacheco, diretor do Pauta Extra, que foram presos temporariamente por cinco dias. Após ouví-los, o delegado pode liberá-los como também pode no decorrer dos interrogatórios entender a necessidade de pedir à Vara Especializada do Crime Organizado do Fórum de Cuiabá prisões preventivas também para os dois.
Os quatro jornalistas do Grupo “Millas Comunicação”, que administram os veículos de comunicação Centro-Oeste Popular, NotíciaMax e Brasil Notícias, Antônio Carlos Milas de Oliveira, Max Feitosa Milas, dono do Notícia Max, Maycon Feitosa Milas e Naedson Martins da Silva, editor chefe do Brasil Notícias, de Brasília-DF, que também serão ouvidos durante a semana, estão presos preventivamente, para que em liberdade não prejudique o andamento das investigações ou fuja.
Nesta segunda-feira (14), o Grupo Milas de Comunicação publicou nota de esclarecimento acerca das prisões de seus diretores, onde relata que “os veículos de imprensa do GM sempre se pautaram pela verdade e tem como linha editorial o Jornalismo Investigativo, o que tem incomodado poderosos do estado e resultando em constantes ameaças e intimações aos funcionários e diretores do Grupo Milas de comunicação” e encerram: “os jornalistas, acusados, estão prontos a esclarecer todas as informações que os investigadores desejarem”.

























