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ALVO DA CORREGEDORIA

Delegado é investigado por corrupção, prevaricação e assédio

Conforme as investigações o delegado é investigado por pelo menos oito ilícitos sendo eles: corrupção passiva, por supostamente ter exigido R$ 30 mil para não instaurar inquérito sobre um acidente de trânsito; corrupção passiva e arquivamento indevido, após supostamente ter recebido R$ 40 mil para arquivar um inquérito que investigava falsidade ideológica em documentos de propriedade rural.

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Documentos da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso revelam uma série de supostos crimes e irregularidades cometidos pelo delegado João Antonio Batista Ribeiro Torres, atualmente lotado na Delegacia de Lucas do Rio Verde (360 Km de Cuiabá). A investigação aponta para um esquema de corrupção, abuso de autoridade, prevaricação e assédio sexual.

Conforme as investigações o delegado é investigado por pelo menos oito ilícitos sendo eles: corrupção passiva, por supostamente ter exigido R$ 30 mil para não instaurar inquérito sobre um acidente de trânsito; corrupção passiva e arquivamento indevido, após supostamente ter recebido R$ 40 mil para arquivar um inquérito que investigava falsidade ideológica em documentos de propriedade rural.

O delegado também é suspeito de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, interferência em inquéritos, cobrança de valores indevidos, prevaricação após supostamente ter omitido em investigação um crime econômico envolvendo uma empresa.

João Antônio também é investigado por denúncia de assédio sexual contra uma servidora, que o denunciou por tentar beijá-la a força dentro da delegacia. Conforme a investigação da Corregedoria o caso ainda teria sido abafado por uma delegada.

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Diante da gravidade das denúncias, a Corregedoria instaurou uma verificação preliminar para apurar os fatos e solicitou a remoção do delegado João Antonio da Delegacia de Lucas do Rio Verde. Conforme o relatório da investigação, a decisão visa evitar a intimidação de testemunhas e garantir uma investigação isenta.

Se as denúncias forem confirmadas, o delegado pode ser demitido, e o caso encaminhado será remetido ao Ministério Público para oferecimento de denúncia na esfera penal.

João Antônio nega todas as acusações e disse que irá aguardar a notificação para se pronunciar sobre o caso.

Em nota, a Polícia Civil confirmou a abertura pela Corregedoria-Geral da instituição de procedimento para apurar denúncias contra o delegado.

 

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