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PRISÃO PREVENTIVA

Delegado investigado por corrupção e assédio é preso

Segundo a Polícia Civil,  foram cumpridos mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar, contra o delegado.

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O delegado João Antonio Batista Ribeiro Torres, lotado na Delegacia de Lucas do Rio Verde (360 Km de Cuiabá) foi preso nesta quarta-feira (12.02). Ele é investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil por envolvimento em um suposto esquema de corrupção, abuso de autoridade, prevaricação e assédio sexual.

Segundo a Polícia Civil,  foram cumpridos mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar, contra o delegado. As medidas cautelares representadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil foram acolhidas pelo Ministério Público e decretadas pelo juízo da Comarca de Lucas do Rio Verde.

Leia também: Delegado é investigado por corrupção, prevaricação e assédio

“As investigações para apurar denúncias contra o delegado estão em andamento e a Corregedoria-Geral não comenta os procedimentos internos, até a conclusão dos procedimentos”, informou a Polícia Civil, por meio de nota.

Investigações na Corregedoria

Documentos da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso revelam uma série de supostos crimes e irregularidades cometidos pelo delegado.

Conforme as investigações o delegado é investigado por pelo menos oito ilícitos sendo eles: corrupção passiva, por supostamente ter exigido R$ 30 mil para não instaurar inquérito sobre um acidente de trânsito; corrupção passiva e arquivamento indevido, após supostamente ter recebido R$ 40 mil para arquivar um inquérito que investigava falsidade ideológica em documentos de propriedade rural.

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O delegado também é suspeito de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, interferência em inquéritos, cobrança de valores indevidos, prevaricação após supostamente ter omitido em investigação um crime econômico envolvendo uma empresa.

João Antônio também é investigado por denúncia de assédio sexual contra uma servidora, que o denunciou por tentar beijá-la a força dentro da delegacia. Conforme a investigação da Corregedoria o caso ainda teria sido abafado por uma delegada.

 

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