Mauro Carvalho Júnior pediu para sair da chefia da Casa Civil do Governo de Mato Grosso. Ele apresentou nesta terça-feira (11.08) uma carta de renúncia para deixar o cargo e para se dedicar à família, às suas empresas e “provar inocência”. Carvalho é investigado no caso que ficou conhecido como Escândalo da Oi e foi alvo da Operação Heritage deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.
Mais cedo, ainda nesta terça, o governador Otaviano Pivetta já havia anunciado que Carvalho pedira para deixar o cargo. “Vou conversar com ele hoje. Não tem nada definido. Mas ele já expressou a vontade de não permanecer”, disse Pivetta pela manhã, antes de Mauro Carvalho divulgar sua carta de renúncia.
O governador, no entanto, descartou a possibilidade de colocar o procurador do Estado Rogério Gallo, ex-secretário de Fazenda, no lugar de Mauro Carvalho. O nome de Gallo tem sido citado nos bastidores como um nome forte para a função, pois tem bom trânsito entre os deputados e boa articulação política. “Esta será uma decisão minha. Vamos de um problema de cada vez”, completou o governador.
Mauro Carvalho ressaltou que “sai de pé e com a consciência tranquila”. E cita que apesar do pedido de afastamento do cargo feito pela Polícia Federal, o ministro Flávio Dino e a Procuradoria-Geral da República entenderam que não havia indício do uso do cargo de secretário para cometer crimes. “Não saio, portanto, por determinação judicial. Saio por decisão tomada por mim em conjunto com a minha família e com o governador do Estado”, diz um trecho da carta.

No texto publicado em suas redes sociais, Mauro Carvalho também se diz inocente. “Não participei do acordo e não me beneficiei. Nenhum recurso originário do acordo firmado com a Oi foi utilizado em benefício próprio ou da minha família (…) Na decisão, não me é atribuído nenhum ato concreto: meu nome figura por vínculo – e vínculo não é conduta”.
Assim como a renúncia de Fábio Garcia, a saída de Mauro Carvalho também é uma forma de minimizar os impactos da Operação Heritage na campanha eleitoral de Otaviano Pivetta, já desgastada desde a semana passada por conta do envolvimento de nomes fortes do Governo nas investigações da Polícia Federal.
Adjaime Ramos de Souza, que ocupava a função de secretário adjunto na Casa Civil, foi escolhido pelo governador para comandar a pasta após a saída de Mauro Carvalho.























