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O DEM em Mato Grosso aposta na reeleição do governador Mauro Mendes nas eleições do ano que vem, no entanto, a vaga de vice-governador na chapa majoritária não é consenso. De acordo com o líder do Governo, deputado estadual Dilmar Dal Bosco, o grupo político ainda esbarra na possível fusão com o PSL, o que abre mais debates sobre novos nomes para o cargo.
Uma corrente do partido defende a reedição da chapa vitoriosa com o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), entretanto recentemente ele teve seu nome envolvido em um escândalo de violência doméstica contra a ex-esposa. O desgaste na imagem e a repercussão nacional do caso impulsionou ainda mais o nome do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM).
Uma terceira corrente defende que o DEM não lance Mendes com Pivetta e nem forme chapa pura com Botelho, mas contemple um dos partidos aliados. No caso, o PSL. Conversações nacionais ocorrem nesta terça-feira (21/09) para que os partidos se unam e seja criada uma nova legenda, com nome a ser definido.
“Eu vejo que, hoje, o Democratas faz parte da base do Governo Bolsonaro. Nossa missão em Mato Grosso é a reeleição do governador Mauro Mendes, e depois temos a possibilidade de eleições para federal e estadual, ainda temos nome para vice-governador, como o Botelho tem colocado, mas temos que entender que há partidos aliados e por isso temos que discutir”, disse o deputado Dilmar ao PNB Online.
As declarações ocorreram durante evento para assinatura do contrato que prevê a construção da primeira ferrovia estadual de Mato Grosso, realizado nesta segunda-feira (20/09) no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
Apesar da aposta na composição com o PSL, Botelho já foi a público dizer que não acredita na possibilidade de o arranjo político ocorrer antes das eleições de 2022. Mais ainda, declarou que sequer acredita que o plano será concretizado.
Segundo Botelho, em conversas com o senador Jayme Campos (DEM), cacique da legenda em Mato Grosso, não há alinhamento sobre quais nomes serão escolhidos para liderar, caso as agremiações se unam e virem um único partido político.
“Acho que seria bom uma fusão do DEM com o PSL, mas eu não sei se vai acontecer porque eu conversei com senador Jayme e parece que existem muitos pontos divergentes, sobretudo sobre o comando. Aquela história: vamos fundir, mas quem manda sou eu. Não é fácil (risos). Antes da eleição não sai essa fusão”, disse ele na semana passada em coletiva de imprensa na Assembleia.
O PSL, ex-partido do presidente da República Jair Bolsonaro, tem como líder da nacional o deputado Luciano Bivar (PE). Ele tem costurado a candidatura do apresentador José Luiz Datena, seja como cabeça de chapa ou uma composição. Por outro lado, o DEM aposta no nome do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
“Dependemos da nacional para fazer essa definição, tanto do PSL como do DEM. Eu fico feliz porque sempre defendi o partido crescer e com essa fusão a possibilidade de crescer e trazer novas lideranças é muito boa. Com toda certeza, o partido cresce muito, e também o encaminhamento no futuro será pela diminuição de partidos políticos no Brasil”, completou Dilmar.
Caso seja concretizada, a nova agremiação se tornará uma megapotência, com 81 deputados federais, o que a tornará a maior bancada na Câmara Federal. “Quanto mais crescermos mais teremos condições de debater em nível nacional qual a situação de apoio ao presidente A ou presidente B”, finalizou Dilmar.
























