Pesquisar
Close this search box.
OPERAÇÃO SUSERANO

Deputado diz que não sabe como ofício recebido por ele embasou investigação

Publicidade

Atualiação às 19h07 – O deputado Diego Guimarães (Republicanos), que pertence ao mesmo partido do vice-governador Otaviano Pivetta, que denunciou um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares envolvendo 14 deputados, afirmou nesta quinta-feira (26/06) que “não sabe” como um ofício recebido por ele foi parar no relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE) que apontou os supostos desvios. 

Guimarães fez perguntas ao controlador-geral do Estado, Paulo Farias Nazareth Neto, por ter seu nome citado nas investigações. Foi para o deputado que o Instituto Pronatur enviou um ofício oferecendo a entrega de 200 kits agrícolas com suspeitas de superfaturamento. O ofício teria sido encaminhado à CGE e, mais tarde, anexado no relatório da delegada Juliana Rado. 

Diego Guimarães, que não encaminhou emendas para o Instituto Pronatur, disse que sabia da política de entrega de kits, mas que não participava do projeto. 

“Eu não fiz nada porque eu falei ‘não quero entregar, não mandei emenda’, entendi até que talvez tenha sido um equívoco, e nós deixamos arquivado isso lá. Não sei como esse ofício chega à CGE e a delegada consta, em seu relatório, que teria lá um ofício encaminhado pela CGE de que a Pronatur disponibilizou 200 kits para o deputado Diego”, afirmou o parlamentar. 

Leia Também:  Lúdio comemora anúncio de recontratações de servidores do Samu
Ofício recebido por Diego Guimarães (Republicanos), que foi parar em relatório da CGE e depois em relatório da Polícia Civil

Ao ser questionado sobre o ofício endereçado ao deputado Diego Guimarães, que acabou na CGE, o controlador-geral afirmou que o documento é importante porque nele o Instituto Pronatur alega que o custo da entrega “cabe ao deputado”, apesar do Estado já ter pago pelos kits, o que indicaria uma nova suspeita de desvio de recursos. 

Segundo a delegada Jualiana Rado, o ofício assinado por Wilker Weslley Arruda e Silva, como representante do Instituto Pronatur, indicava que cada deputado teria direito a 200 kits agrícolas para distribuir. 

“Acostou-se, aos autos do procedimento em relato, o Ofício nº 02454/2024/GSCGE/CGE, encaminhado pela Controladoria Geral do Estado, contendo cópia do Ofício nº 125/2024/PRONATUR, subscrito por Wilker Weslley Arruda e Silva, intitulado como Diretor Presidente do Instituto PRONATUR e encaminhado à Diego Guimarães, então Deputado Estadual de Mato Grosso”, diz trecho do relatório da delegada. 

Denúncia partiu do vice-governador

Conversas registradas entre Paulo Farias Nazareth Neto e o vice-governador no dia 3 de julho de 2024, registradas no próprio inquérito, mostram que foi Otaviano Pivetta quem enviou ao controlador-geral documentos denunciando o suposto esquema de kits agrícolas. Otaviano Pivetta envia um “estudo” sobre as emendas e outros documentos contendo diversas emendas que ainda não haviam sido pagas. “Agora dá pra ver porque não quiseram o Joelson lá”, diz o vice-governador. 

Leia Também:  Comissão de Saúde se reúne com diretor nacional do Samu para evitar fim do serviço em MT
Conversa entre Otaviano Pivetta e Paulo Nazareth

Paulo Nazareth foi questionado sobre o vice-governador ter realizado a denúncia e afirmou que, neste caso, foi solicitado que a denúncia não precisaria ser sigilosa. 

“Eu não conversei com o governador sobre quem eram as pessoas, eu acredito inclusive que foram encaminhadas para ele”, declarou Paulo Nazareth, indicando que Otaviano Pivetta também teria recebido de terceiros as informações sobre as emendas dos deputados. “Eu não emiti nenhum tipo de opinião sobre essas informações”, declarou. 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza