Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

A menos de seis meses para eleições gerais, a Justiça Eleitoral tem investido em campanhas de conscientização, tecnologia e fiscalização a fim de garantir que o pleito de 2022 aconteça de maneira limpa, segura e transparente. Tendo a desinformação e o abuso de poder, tanto político quanto econômico, como os principais desafios, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais vêm trabalhando em parceria com empresas e instituições públicas.
Recentemente, o TSE renovou os acordos que já tinha com as principais plataformas digitais do país como Google, Youtube, Twitter, WhatsApp, Kwai, Facebook, Instagram e TikTok, e firmou exigências de segurança ao Telegram para que ele continue operando no país. A expectativa é que o cenário deste ano seja muito mais positivo que em 2018, quando ainda não havia ferramentas e mecanismos suficientes para um amplo enfrentamento à circulação de notícias falsas.
“Hoje, o maior desafio da Justiça como um todo é o combate à desinformação, com certeza. Estamos vendo o próprio TSE firmando parcerias com várias redes sociais, além da Polícia Federal, Abin [Agência Brasileira de Inteligência], Exército, Ministério Público e agências de checagem. Essa é uma questão não apenas do Brasil, pois já vimos nos Estados Unidos, na França e na Alemanha. É um fenômeno mundial. No Brasil, utiliza-se muito o Whatsapp. Uma notícia falsa enviada a alguns grupos já alcança muita gente e pode ser difícil de reverter. Por isso há esse grande esforço a nível nacional e local”, explica o diretor geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Mauro Diogo, em entrevista ao PNB Online.
Com 90 anos de existência completados recentemente, a Justiça Eleitoral também deve ter o ano de 2022 marcado por um dos pleitos mais acirrados da história brasileira. Com um cenário político polarizado, os esforços dos tribunais também serão voltados para o combate ao abuso de poder, que afeta a liberdade do eleitor e mina a igualdade de oportunidades entre os candidatos compromete a normalidade e a legitimidade das eleições, como explica o diretor.
“O abuso de poder político e abuso de poder econômico são outros grandes obstáculos a serem enfrentados. Principalmente daqueles que são candidatos à reeleição, porque já tem uso da máquina. Então, localmente já estamos trabalhando em parceria com a Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária, com operadoras de telefonia para estarmos atentos a isso. É difícil, afinal, estamos prevendo uma das eleições mais acirradas da história, por isso todo o trabalho já vem sendo feito com bastante antecedência”, disse.
























