A pré-candidata ao governo do Estado Natasha Slhessarenko (PSD), médica e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirmou que não desistirá de sua candidatura ao governo do estado e enfatizou a força e resiliência feminina como forma de se manter na disputa.
Questionada sobre a possibilidade de desistência, Natasha afirmou: “Dificilmente mulher desiste, mulher tem resiliência, a gente já nasce com algumas habilidades, dentre elas a resiliência, que é a capacidade de a gente se adaptar a novas situações. Dificilmente você vai ver uma mulher que desista de algo que ela tem na cabeça”.
Natasha reiterou seu compromisso com a candidatura, declarando: “Eu só não vou ser candidata a governadora se eu morrer. E eu não quero. Não pretendo”, ironizou. Ela comparou sua determinação à de Jayme Campos, que só desistiria se seu pai, Deus, ou seu filho pedissem.
Natasha, por sua vez, afirmou ter feito “um pacto com Deus” para uma vida longa e com muito a fazer, indicando que está “pronta para enfrentar uma pré-campanha, uma campanha de governo ao estado de Mato Grosso”.
Natasha contou que, ao contrário do que é relatado, ela não desistiu da campanha ao Senado em 2020. Na verdade, segundo a médica, o que ocorreu foi que o governador Mauro Mendes (União) não cumpriu com a promessa que tinha feito a ela, deixando a sua candidatura totalmente fora do páreo.
Educação em Mato Grosso
A candidata expressou o desejo de ser conhecida como a governadora que mais construiu creches no estado, visando diminuir as desigualdades sociais. Ela citou o Plano Nacional de Educação, que prevê que 60% das crianças estejam em creches, e ressaltou o déficit de mais de 60.000 vagas em Mato Grosso, segundo a Fundação Maria Teresa Vidigal.
Outra meta ambiciosa de Natasha é a alfabetização na idade certa, aos 6 anos. Ela lamentou que, atualmente, 95% das crianças e adolescentes chegam ao ensino médio sem saber realizar operações básicas de porcentagem. Para enfrentar esses desafios, ela propõe uma parceria entre estado e municípios, com informatização e acesso à fibra ótica em todo o estado, garantindo uma educação de qualidade.
Natasha também defendeu a universalização do ensino em tempo integral para tirar crianças e adolescentes das ruas, evitando que sejam cooptados pelo crime. Ela reconheceu que é um projeto audacioso, mas acredita que um estado rico como Mato Grosso tem condições de investir em escolas de qualidade, onde os alunos realmente aprendam. A pré-candidata comparou a carga horária estudantil de 4 horas diárias no Brasil com as 7 horas dos países de primeiro mundo, e defendeu a oferta de cursos profissionalizantes no ensino médio.






















