O programa Domingo Espetacular, da Record Nacional, mostrou neste domingo (03.12) detalhes da Operação Hermes II, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ibama. O noticiário nacional mostrou detalhes de como o mercúrio entra ilegalmente no Brasil e chega até grandes mineradoras.
A reportagem explicou como a substância altamente tóxica, usada no garimpo, pode contaminar rios, peixes e pessoas. E ainda: como ela vai parar nas mãos do homem conhecido como o ‘Rei do Ouro’ e outros mineradores.
Durante a reportagem foi destacado ainda que o filho do governador Mauro Mendes foi um dos alvos da segunda fase da operação. Segundo a PF, ele era sócio administrador da Kin Mineração no período das investigações. A polícia chegou a pedir a prisão de Luís Mendes e de outros 15 alvos, mas o pedido foi negado pela Justiça Federal, que estabeleceu multa, bloqueio de bens e apreensão de passaportes.
Confira a matéria na íntegra:
Operação Hermes (Hg) II
A Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagraram, no dia 8 de novembro, a Operação Hermes (Hg) II, com o objetivo de apurar o comércio e uso ilegal de mercúrio, organização e associação criminosa, receptação, contrabando, falsidade documental e lavagem de dinheiro, em quatro estados da Federação (AM, MT, SP e RJ).
Os crimes estão relacionados ao contrabando e acobertamento de mercúrio, que tem por destino final o abastecimento de garimpos em áreas que compõem a Amazônia (Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Pará).
A juíza da Primeira Vara Federal de Campinas, Raquel Coelho Dal Rio Silveira, estabeleceu medidas cautelares contra os 16 alvos da Operação Hermes II. Na mesma decisão, a magistrada determinou o bloqueio de R$ 2,9 bilhões de bens dos investigados.
Em Mato Grosso foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Poconé, Peixoto de Azevedo, Cáceres, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Nossa Senhora do Livramento e Nova Lacerda.
“Os elementos colhidos durante a primeira parte da investigação e compilados de modo minucioso na representação policial e pelo acima descrito, reforçam o enriquecimento ilícito de todos os envolvidos, ao menos com lucros obtidos em razão da comercialização ilegal de mercúrio e sua utilização no garimpo, gerando, por consequência, a ilícita produção de ouro. Nota-se que, para além dos investigados já identificados na primeira fase da operação, novos indivíduos e empresas foram relacionados, pela autoridade policial, demonstrando seus envolvimentos e conhecimentos da atividade ilegal”, ponderou a juíza na decisão.























