É assim que funciona o universo da política-eleitoral, finda uma eleição a articulação começa de imediato para a disputa da próxima. Não há vácuo na luta pelo poder.
A eleição de Cuiabá promete ser uma disputa acirrada com vários postulantes fortes para disputar o cargo hoje ocupado por Emanuel Pinheiro (MDB), que está indo para casa depois de ganhar duas eleições em segundo turno: em 2016 contra Wilson Santos e em 2020 contra Abílio Júnior.
Ou seja, em 2024 não haverá a figura de um prefeito candidato à reeleição. Com isso a disputa abre-se para o novo, e não para a novidade. O eleitorado mais conservador de Cuiabá tem pavor do desconhecido e da inexperiência. Será preciso mostrar o que vão fazer para cuidar mais e melhor da Capital, matriz cultural do Centro-Oeste brasileiro. E mostrar que sabem como fazer.
Ninguém vai ganhar a prefeitura de Cuiabá sozinho, será um jogo de soma, um jogo político de composição de forças.
No campo da direita existem hoje três candidatos a candidatos fortes: o deputado federal Abílio Júnior (PL), representante do bolsonarismo, o deputado federal Fábio Garcia (União), candidato que cala fundo o coração do governador Mauro Mendes (União), e o deputado estadual Eduardo Botelho (União), presidente da Assembleia Legislativa, que tem recebido estímulo de diversas lideranças de dentro e fora do seu partido. No campo da esquerda, desponta a candidatura do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), cujo adversário inicial é o seu próprio partido. Lúdio enfrenta internamente um ciúme não ideológico de algumas lideranças de correntes majoritárias que não admitem que o companheiro seja tão carismático e aprovado também por parte do eleitorado mais conservador.
No comentário de hoje para o Jornal da Rádio Cultura de Cuiabá, apresentado pela jornalista Michely Figueiredo e pelo jornalista Antero Paes de Barros, eu falo sobre as desventuras da candidatura de Abílio Júnior pelo PL. O senador reeleito Wellington Fagundes, hoje a maior liderança do PL em Mato Grosso, vai suar para transformar um candidato do “eu sozinho”, o perfil de Abílio, em um candidato que some apoios. Ninguém vai ganhar a prefeitura de Cuiabá sozinho, será um jogo de soma, um jogo político de composição de forças.
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