Governo de Mato Grosso

No ano de 2022, Mato Grosso foi o único estado do país a não apresentar redução na taxa de extrema pobreza. A constatação é resultado de um levantamento conduzido pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), que analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), referente ao rendimento de todas as fontes no ano de 2022. O estudo oferece uma análise detalhada das taxas de pobreza e extrema pobreza em cada estado durante os anos de 2021 e 2022.
Para calcular as taxas, foram adotadas as diretrizes de pobreza e extrema pobreza estabelecidas pelo Banco Mundial, que correspondem a US$ 6,85 per capita/dia e US$ 2,15 per capita/dia, respectivamente. Esses valores foram convertidos utilizando a Paridade de Poder de Compra (PPC/2017), uma abordagem alternativa à taxa de câmbio que leva em consideração o poder de compra necessário para adquirir a mesma quantidade de bens e serviços no mercado interno de cada país, em comparação com o mercado norte-americano. Portanto, os limites mensais de referência para as linhas de pobreza e extrema pobreza em 2022 foram de R$ 665,02 e R$ 208,73, respectivamente.
Desta maneira, conforme a pesquisa, em 2021, a extrema pobreza atingia 3,8% da população mato-grossense. O número avançou para 4,1% em 2022. Enquanto isso, a média nacional caiu de 9,4% para 6,4%. O estado do Maranhão, primeiro colocado no ranking da extrema pobreza, conseguiu, no mesmo período, registrar um recuo de 8.1 pontos percentuais. Os números positivos em todos os estados, com exceção de Mato Grosso, são tidos como resultado do Auxílio Brasil.
Mato Grosso, entretanto, acompanhou a tendência nacional de queda na pobreza. Em 2021, 30% da população do estado sofria com a situação. O número caiu para 23,3% no ano seguinte. Já a média nacional passou de 38,2% para 33%. “É preciso salientar que a taxa de 2021 foi a mais elevada dos últimos dez anos. A taxa de pobreza alcançada em 2022 retornou a um patamar próximo ao observado em 2020, que era de 32,7%”, explicou o diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, o pesquisador e doutor em Geografia Pablo Lira.
Pobreza nos estados
A pesquisa revela um dado preocupante sobre a composição populacional em situação de pobreza em diferentes estados brasileiros. Entre as 27 Unidades da Federação (UFs), nove delas possuem a maior parte de sua população vivendo em condições de pobreza. Esses estados são: Maranhão (58,9%), Amazonas (56,7%), Alagoas (56,2%), Paraíba (54,6%), Ceará (53,4%), Pernambuco (53,2%), Acre (52,9%), Bahia (51,6%) e Piauí (50,4%).
Além desses, mais seis estados apresentaram taxas de pobreza acima da média nacional (33,0%). São eles: Amapá (49,4%), Pará (49,1%), Sergipe (47,9%), Roraima (46,8%), Rio Grande do Norte (46,2%) e Tocantins (35,8%). Todos esses estados estão localizados nas regiões Nordeste e Norte do país. Por outro lado, o estudo indica que as menores taxas de pobreza foram registradas no Rio Grande do Sul (18,2%), Distrito Federal (17,3%) e Santa Catarina (13,9%).
























