A Polícia Civil investiga a suspeita de um esquema na execução de emendas parlamentares na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), deflagrada na operação Suserano, esta semana. Mas um detalhe da sentença chamou a atenção ao citar as medidas cautelares impostas aos investigados. A sentença lista as obrigações dos investigados, como o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentar da Comarca, além da proibição de acessar as dependências administrativas da Seaf. No entanto, três dos investigados estão proibidos de acessar… “as dependências administrativas da Saúde do Município de Cuiabá”.
A Operação Suserano não tem qualquer relação com a investigação na saúde municipal, mas após tantas outras operações que tinham como foco a Prefeitura de Cuiabá, parece que a Justiça aproveitou parte de pareceres anteriores para aplicar na sentença da operação ligada à Seaf. Resultado: juntou alhos com bugalhos.
Na operação, os policiais civis cumpriram mais de 50 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão. O Judiciário também determinou o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de bens e valores até R$ 28 milhões, além do afastamento dos servidores públicos envolvidos.






















