O governador Mauro Mendes (União) concedeu novo prazo para que o Consórcio BRT Cuiabá se manifeste sobre a decisão do Governo do Estado em rescindir o contrato para as obras do modal na capital e em Várzea Grande. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT).
No dia 05 de fevereiro o governador anunciou a rescisão do contrato com o consórcio responsável pelas obras. Conforme divulgado pelo Governo do Estado, a decisão foi motivada pelo não cumprimento reiterado do contrato, cuja obra iniciou em 24 de outubro de 2022 e tinha prazo para ser completamente entregue em 13 de outubro de 2024.
Após anunciar a medida, o governador estabeleceu prazo de cinco dias para que o consórcio apresentasse a defesa. No entanto, o Estado decidiu estender o prazo.
“Em razão da complexidade do caso e para garantir o contraditório, a Sinfra atendeu ao pedido do Consórcio BRT e concedeu mais 5 dias úteis, a contar da próxima quinta-feira, para apresentar defesa e justificativa na notificação de rescisão do contrato”, informou a Sinfra, por meio de nota.
Segundo o governador, após mais de dois anos e três meses desde a ordem de serviço, o consórcio só conseguiu executar pouco mais de 18% do empreendimento, além de não honrar compromissos com fornecedores, mesmo recebendo rigorosamente em dia do Governo.
Audiência na Assembleia é adiada
Nesta quinta-feira (13.02) estava prevista uma audiência na Assembleia Legislativa com o Consórcio Construtor BRT para esclarecimentos sobre o andamento das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT).
O convite ao consórcio foi requerido pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e aprovado pela Assembleia Legislativa, mas a audiência foi adiada por conflito de agenda por parte dos representantes do Consórcio BRT. “A pedido dos representantes das empresas, a audiência será reagendada para nova data, ainda não definida”, informou a assessoria do deputado.
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