
Um percurso de 218 quilômetros a partir de Cuiabá, com quase 100 km de estrada de terra, está entre os desafios da Justiça Eleitoral para garantir a votação de 77 eleitores da Terra Indígena Perigara, da etnia Bororo, em Barão de Melgaço (MT), nas eleições deste ano.
O único local de votação dentro do território é a Escola Estadual Indígena Koge Eiare, sob responsabilidade da 38ª Zona Eleitoral. Militares da Marinha e representantes do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) estiveram na comunidade na segunda-feira (14) para avaliar as condições de acesso e planejar o deslocamento das equipes no dia da eleição.
Dos 218 km entre Cuiabá e a comunidade, cerca de 97 km são percorridos em estrada de terra. Um trecho de aproximadamente 40 km é considerado o mais difícil. Segundo o TRE-MT, o trajeto só pode ser feito com veículos com tração, o que impede o transporte das equipes em ônibus.
Atualmente, a estrada apresenta condições consideradas adequadas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A preocupação é com uma eventual segunda votação, prevista para 25 de outubro, quando o avanço do período chuvoso pode piorar as condições de acesso ao território.
“Para o primeiro turno, que ocorre em 04/10, acreditamos que seja tranquilo. Mas, próximo ao segundo turno, caso tenha, já temos o período chuvoso. Isso é algo a ser considerado no planejamento logístico da Marinha”, afirmou o assistente do Gabinete de Gestão Integrada do TRE-MT, Elito da Silva Marques.
Como alternativa ao deslocamento por terra, a Marinha manterá uma aeronave de prontidão durante a eleição. Segundo a coordenadora do GGI do TRE-MT, juíza Edna Coutinho, nove militares deverão ser mobilizados para atuar na Terra Indígena Perigara no dia da votação.
A Perigara está entre os locais de Mato Grosso que terão reforço das Forças Armadas durante as eleições. O estado solicitou apoio do Exército em 43 locais e da Marinha em outros sete, incluindo áreas com concentração de territórios indígenas.
























