Pesquisar
Close this search box.
SEM ESTRESSE

Estudo testa método para coletar pelos de onça no Pantanal sem capturar animais

Pesquisadores usaram tapetes sintéticos em Poconé e obtiveram amostras viáveis para análises genéticas e ambientais.

Publicidade

Estudo testa método para coletar pelos de onça no Pantanal sem capturar animais
Estudo testa método para coletar pelos de onça no Pantanal sem capturar animais (Foto: ICMBio)

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma técnica inovadora para estudar a onça-pintada no Pantanal sem precisar capturar o animal. O trabalho, conduzido em Poconé (105 km de Cuiabá), mostra que é possível coletar pelos de forma passiva, usando tapetes sintéticos instalados em locais de passagem frequente dos felinos, e realizar análises genéticas, toxicológicas e ambientais a partir desse material.

Publicado recentemente na revista Animals, o estudo descreve a instalação de tapetes de fibras plásticas em áreas próximas à Pousada Piuval, no Pantanal mato-grossense. Armadilhas fotográficas registraram a presença das onças e confirmaram a coleta de pelos, que foram posteriormente analisados em laboratório.

Segundo os autores, os fios de pelo mantiveram boa preservação, o que permitiu identificar características estruturais, extrair DNA e verificar o sexo do animal. Testes também revelaram a presença de metais como cádmio e manganês em concentrações acima das referências para cabelos humanos. Para os pesquisadores, esse dado pode indicar exposição a contaminantes relacionados a atividades humanas, como uso de fungicidas e mineração.

Até mesmo a dieta da onça pôde ser descoberta pela análise dos pelos. Saber o que o animal está comendo ajuda os pesquisadores a avaliar a saúde da cadeia alimentar e a identificar os efeitos de alterações no Pantanal. “A técnica é eficiente e menos estressante, apoiando esforços de conservação e monitoramento de impactos ambientais”, afirmam os autores no artigo.

O método representa uma alternativa a práticas mais invasivas, como a captura com tranquilizantes ou a coleta de amostras em animais mortos. A equipe destaca que a abordagem pode ser aplicada também a outros mamíferos, ampliando as possibilidades de monitoramento de fauna e de contaminação ambiental na região.

O Pantanal, considerado a maior planície alagável do mundo, concentra uma das maiores densidades de onças-pintadas do planeta e é apontado como área estratégica para a conservação da espécie, classificada como “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

O artigo científico “Effectiveness of Non-Invasive Methods in Studying Jaguar (Panthera onca) Hair” (Efetividade de Métodos Não Invasivos no Estudo de Pelos de Onça-Pintada, em tradução livre) é assinado pelos pesquisadores brasileiros Larissa Pereira Rodrigues, Paul Raad, Daniela Carvalho dos Santos, Alaor Aparecido Almeida, Vladimir Eliodoro Costa e Ligia Souza Lima Silveira da Mota, a maioria vinculada a diferentes institutos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza