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AGRONEGÓCIO

Etanol amplia consumo de milho em MT e reduz dependência das exportações

Imea projeta consumo interno de 27 milhões de toneladas na safra 2026/27, enquanto embarques para o exterior devem cair 27%

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O avanço da indústria de etanol de milho está mudando a destinação da produção em Mato Grosso, com aumento do consumo dentro do próprio estado e redução da parcela destinada às exportações. Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (2) pelo Notícias Agrícolas, o movimento amplia as alternativas de comercialização para os produtores e diminui a dependência do mercado externo.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) citados pelo site apontam que o consumo interno de milho deve alcançar 27,04 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 16,23% em relação ao ciclo anterior. As exportações, em sentido contrário, estão estimadas em 17,5 milhões de toneladas, queda de 27,39%.

O Imea relaciona o aumento do consumo à entrada de novas usinas de etanol de milho e à expansão da capacidade das plantas já instaladas. Com uma parcela maior da produção absorvida dentro de Mato Grosso, os estoques finais são projetados em apenas 290 mil toneladas, redução de 55,77% na comparação com a temporada anterior.

Ao Notícias Agrícolas, o ex-ministro da Agricultura e senador por Mato Grosso Carlos Fávaro afirmou que a presença das indústrias cria um consumidor permanente próximo às regiões produtoras. Na avaliação dele, o cenário reduz os custos e a dependência da logística necessária para exportar milho in natura e dá ao agricultor mais possibilidades de venda.

A expansão não significa, no entanto, garantia de preços mais elevados. As cotações continuam condicionadas ao tamanho das safras, câmbio, exportações e comportamento do mercado internacional. A mudança está principalmente na existência de uma demanda industrial recorrente, capaz de absorver volumes maiores perto das áreas produtoras.

Em âmbito nacional, dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) reunidos pelo Cepea mostram que o volume de milho processado pelas usinas brasileiras passou de 1,3 milhão de toneladas em 2017/18 para 22,4 milhões em 2025/26. A Conab estima que a produção brasileira de etanol de milho alcance 11,91 bilhões de litros em 2026/27, crescimento de 17% em um ano.

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