Assessoria

O deputado federal Fábio Garcia (União) tem feito a frente junto ao governador Mauro Mendes (União) e a bancada de Mato Grosso para tentar impedir que o texto da Reforma Tributária seja aprovado na forma como está tramitando no Congresso Nacional. Segundo o parlamentar, se a matéria não for alterada haverá aumento do desemprego com o fechamento de empresas.
Nesta segunda-feira (03.07), Garcia se reuniu com o relator da proposta, o deputado Agnaldo Ribeiro (PP-PB). Coordenador político da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado manifestou a preocupação do setor, um dos grandes responsáveis pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com as mudanças previstas na tributação.
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Também presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional da Câmara, Garcia reuniu as lideranças do Centro-Oeste e tratou do tema com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ocasião em que novamente defendeu a região. “Vejo uma reforma que a princípio beneficia os grandes, a grande indústria, os bancos, as grandes redes de comércio, as grandes comercializadoras de grãos, portanto ela não olha para o futuro das pequenas e médias empresas no Brasil”.
Da forma como está o texto, explicou o deputado, haverá um forte prejuízo para a população de Mato Grosso. “Precisamos que o texto atual seja modificado porque os pequenos e o médios comércios, as pequenas e médias indústrias, as pequenas e médias empresas de Mato Grosso necessitam de proteção para seguir se desenvolvendo. Da forma como o texto está, vamos ter, com certeza, o fechamento de empresas e, consequentemente o aumento do desemprego”.
Nesta terça-feira (04.07) o governador Mauro Mendes insistiu em mudanças no texto da Reforma Tributária, durante reunião com o relator da matéria, para “não aumentar o custo aos produtores e impostos ao cidadão”. “Apresentamos novamente os pontos de divergência que nós temos, deixando claro que Mato Grosso não pode concordar com uma redução das nossas arrecadações”, relatou o governador.
De acordo com Mauro Mendes, alguns pontos do texto apresentado prejudicam fortemente os produtores rurais, os setores da indústria e comércio, e os cidadãos das classes mais baixas.
Um estudo realizado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) aponta que os preços de diversos produtos da cesta básica e da carne poderão sofrer aumentos significativos caso o texto da Reforma Tributária seja aprovado da forma como está. As estimativas apontam que os impactos nos preços para o consumidor podem chegar a mais de 10%, como no caso da carne.























