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SESSÃO DA SAUDADE

Família e imortais recordam trajetória de magistrado e acadêmico mato-grossense

A cerimônia, prevista no estatuto da instituição, marca a despedida de Benedito Pereira do Nascimento, e, ao mesmo tempo, declara vaga a cadeira que ele ocupava.

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Família e imortais recordam trajetória de magistrado e acadêmico mato-grossense
Família e imortais recordam trajetória de magistrado e acadêmico mato-grossense (Foto: Reprodução)

A Academia Mato-grossense de Letras (AML) realiza no próximo dia 10, às 19h30, na Casa Barão, em Cuiabá, a Sessão Magna da Saudade em memória do desembargador Benedito Pereira do Nascimento, falecido em julho, aos 86 anos. A cerimônia, prevista no estatuto da instituição, marca a despedida de um acadêmico e, ao mesmo tempo, declara vaga a cadeira que ele ocupava, neste caso, a de número 20.

Filho de Benedito, o juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, titular da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, será um dos oradores da noite. Para ele, trata-se de uma homenagem inaugural e marcante. “A primeira homenagem a gente nunca esquece. É um momento que valoriza o acadêmico que parte e, de alguma forma, abafa a saudade dos familiares. Ao mesmo tempo, abre a cadeira para que outro acadêmico dê sequência ao trabalho”, disse em entrevista ao PNB Online.

Na avaliação de Renan, a maior contribuição do pai à Academia foi usar sua formação jurídica para ajudar na condução das normas internas e na escolha de novos imortais. Fora da vida pública, lembrou dele como um homem austero e afetuoso. “Era sério, educado, polido. Firme nas opiniões, mas muito humilde. Sempre dizia que o melhor investimento era o conhecimento, porque ninguém tira de você. Foi assim que insistiu para que todos nós, filhos, tivéssemos a melhor educação possível”.

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Renan, que seguiu a carreira na magistratura, diz carregar agora um peso maior. “Quando entrei, já havia uma tonelada sobre minhas costas por ser filho de desembargador. Com a morte dele, essa tonelada se duplicou. Tenho de manter a memória, o legado jurídico e de honestidade que ele deixou para Mato Grosso”.

O discurso oficial em nome da AML caberá ao acadêmico João Batista de Almeida, colega de Benedito, responsável pelo panegírico, uma espécie de elogio fúnebre tradicional da casa. “Ele era um homem tranquilo, ponderado, sempre disposto a ajudar a resolver impasses. Vou destacar suas qualidades humanas, como generosidade e bondade”, afirmou.

(Imagem: Divulgação)

Encerrada a solenidade, a cadeira 20 será formalmente declarada vaga. Segundo Batista, a partir desse momento a Academia pode abrir edital para eleição do novo ocupante.

Sobre o imortal

Natural de Cuiabá, nascido em 3 de abril de 1939, Benedito iniciou a carreira como promotor de Justiça e atuou em diversas comarcas. Foi também procurador da República em 16 períodos distintos. Na magistratura, passou por Rosário Oeste e Cuiabá, presidiu o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entre 1983 e 1985 e ocupou funções como corregedor-geral, vice-presidente e presidente do TJMT. Aposentou-se em 2009.

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Além da atuação jurídica, teve presença constante em entidades como a Associação Mato-grossense de Magistrados, a Associação dos Magistrados Brasileiros e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Desde 2011, ocupava a cadeira 20 da AML, onde será lembrado como acadêmico e, nas palavras do filho, como “um imortal pela obra e pelas amizades que cultivou”.

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