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A FALTA QUE FAZ UM FLÁVIO DINO

Governo Lula não desiste e insiste em errar mais na sua comunicação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entrou de cabeça no bate-boca digital contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira. Erro 1: o governo mantém reverberando um assunto que fragiliza a sua credibilidade. Erro 2: Haddad não tem o perfil aguerrido e ferino, por exemplo, de um Flávio Dino, o ex-ministro da Justiça que fazia gato e sapato dos bolsonaristas.

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Na comunicação política de um governo não se conserta um erro cometendo mais erros, é um convite para a oposição manter o ataque no erro original. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deveria ter liderado, previamente, um amplo diálogo com a população sobre as mudanças no Pix, com uma grande campanha de comunicação, previamente, mostrando os propósitos do governo. Não comunicou, previamente, como deveria um assunto tão caro à vida dos brasileiros. Deu no que deu: ao reduzir a comunicação a uma burocrática divulgação da Receita Federal da portaria sobre a mudança, entregou a pauta para a extrema direita, rápida na construção de fake news e da narrativa ancorada na suspeição da falta de credibilidade da palavra do governo federal.

Depois desse erro original de comunicação ineficiente, o ministro da Fazenda cometeu mais dois erros, um deles, justiça seja feita, não é de sua responsabilidade direta. Erro 1: chamou para briga, dando holofotes para o ex-presidente Jair Bolsonaro posar de vítima de perseguição política; e acusou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) de ter feito o seu poderoso viral com a ajuda do marqueteiro de Bolsonaro. Foi o bastante para dar continuidade a um assunto que queimou a imagem do governo e abriu mais espaço para ambas figuras públicas da extrema direita. O que afinal tem a ver o fato de Nikolas ter usado ou não os préstimos do marqueteiro de Bolsonaro? Nada. A preocupação deveria ser, na verdade, com a ideia poderosa de desgaste proposta no viral: o governo Lula não merece confiança dos brasileiros: diz uma coisa e faz outra. O governo deve, portanto, cuidar da sua reação a partir do seu calcanhar de Aquiles. 

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Erro 2: Com todo respeito, Haddad não é a figura do governo mais indicada para um bate-boca digital contra os bolsonaristas. Não tem um perfil aguerrido, ferino, necessário para este tipo de refrega nas redes digitais, além de estar no cargo mais sensível do governo, onde o mais adequado é falar de economia. Um ministro da Fazenda não é o cara ideal para liderar debates políticos ou para fazer declarações polêmicas contra adversários, o foco deve ser falar com a população sobre o que está sendo feito para melhorar a sua vida. Basta lembrar das vezes nas quais o ex-ministro da Fazenda de Bolsonaro, Paulo Guedes, abria a boca para falar de política, era uma verdadeira produção de bobagens, preconceitos e extremismos, sempre um prato cheio para a esquerda.

Na verdade, o governo Lula se ressente de um porta-voz competente e com força política para enfrentar os bolsonaristas. Lula perdeu o seu melhor quadro de comunicação nas redes sociais quando o seu ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, se mudou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao novo ministro da Comunicação, o publicitário Sidônio Palmeira, achar o cara certo para substituir Flávio Dino. Não é porque o presidente Lula seja um papa da comunicação que não prescinda de um bom porta-voz político para alguns embates mais polêmicos.

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Abaixo, a matéria do Congresso em Foco onde Bolsonaro agradece a Haddad pela oportunidade de posar de vítima política:

O ex-presidente Jair Bolsonaro declarou que pretende processar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por associar o nome dele ao esquema de rachadinha, compra ilegal de imóveis e disseminação de notícias falsas sobre taxação do Pix. A declaração foi dada neste sábado (18), quando o ex-presidente acompanhou a esposa, Milchelle Bolsonaro, no aeroporto de Brasília.

Vou processar o Haddad. Eles não têm o que fazer, sempre me acusam de alguma coisa. Falou, inclusive, que eu comprei 101 imóveis, sem origem de dinheiro”, afirmou.

Em entrevista à CNN, Haddad disse acreditar na participação de Bolsonaro na divulgação em massa de informações falsas sobre o Pix. A onda de desinformação levou a suspensão da normativa que estabelecia o monitoramento de transações pelo sistema.

Durante a entrevista, dada nesta sexta-feira (17), o ministro da Fazenda ainda afirmou que o ex-presidente tem “bronca” da Receita Federal”.

A Receita Federal descobriu o roubo das joias, abriu a investigação das rachadinhas, abriu a investigação sobre os mais de 100 imóveis comprados pela família Bolsonaro”, disse Haddad.

Em resposta, Jair Bolsonaro afirmou que vai recorrer à justiça por sentir-se vítima de perseguição.

Acusa por acusar. Eu só tenho um caminho. Acreditar na justiça e processá-lo, como eu vou fazer”.

O ex-presidente acompanhou a esposa no embarque para os EUA, onde ela acompanhará a posse do presidente Donald Trump.

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