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Humanizar: ação de empatia

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Quando mencionamos a palavra humanizar, somos remetidos a ideia de tornar algo ou alguém humano. Não no sentido antropomórfico. Humanizar é essência e não forma. Como verbo transitivo direto exige um completo, algo que ainda não existe ou não está lá, naquilo que queremos humanizar.

 

Humanizar é dar vida, é trazer harmonia entre os diferentes, é criar condições para que todos possam compartilhar ideias e debater propostas. Humanizar é se importar com o bem-estar de todos, é se colocar no lugar do outro, desejando-lhe o que queremos de bom para nós. Humanizar é, sobretudo, empatia.

 

Se aprofundarmos nossa reflexão sobre o significado de humanizar, perceberemos que ele é bem mais amplo. Envolve todo um ecossistema de relações e intenções. Algo que ultrapassa o físico-químico e biológico. Uma espécie de rizoma deleuziano. Um platô em que o ser e o viver são indissociáveis dos modos de pensar e agir. Unidade da pluralidade possível de se materializar na ação de humanizar, donde da hashtag Humanizar IFMT CBA.

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Se os pensamentos são variados, se olhares são diversos, se a forma de agir é distinta, então somos humanos. O fator cultural é o que permite nos diferenciar das demais formas de vida. Todavia, a essência de humanidade não se restringe somente a nós. Não é à toa que a palavra humanidade remete ao coletivo, isto é, a uma concepção de inclusão mais abrangente, em que as diferenças são respeitadas sem se sobreporem ao bem comum.

 

Neste sentido, humanizar está em cada gesto cuja ação traz ganhos que ultrapassam a individualidade. Ganhos que se estendem de maneira micro ou macro a todos que compartilham espaços em comuns. Por exemplo, neste momento de grandes queimadas, altas temperaturas, baixa umidade e muita fumaça nos céus de Cuiabá, o que poderia ser humanizar?

 

Muitas são as respostas. Sugerimos as seguintes: a vinda das chuvas, a mobilização de voluntários no combate a incêndios, a união de desconhecidos para alimentar os animais afetados pelas queimadas, o encontro de amigos para auxiliar idosos isolados pela pandemia, a produção e maquiagem como palhaço para alegrar crianças internadas nos hospitais, a organização de campanhas para arrecadação de alimentos às pessoas carentes.

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Humanizar é isso! É se importar de verdade. É se envolver na luta pelo bem-estar de todos. É estar diariamente à disposição de gestos capazes de transformar as nossas vidas e a vidas das pessoas ao nosso redor. É se preocupar em construir um mundo mais justo e harmonioso. É estar ao lado, de mãos dadas, em cada passo à procura do melhor. É estender as mãos e convidar toda a comunidade na edificação de resultados positivos.

 

Humanizar é, portanto, um devir em permanente construção cujo resultado só depende de nós. Por isso, convidamos todos os estudantes e servidores do IFMT campus Cuiabá a navegarem na onda Humanizar IFMT CBA.

 

Marcos Vinicius Santiago Silva é engenheiro e professor do IFMT e Juliano Batista dos Santos é filósofo e professor do IFMT. 

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