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Internado desde o começo da semana, Cacique Raoni tem alta nesta sexta

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(Foto: Kamikia Kisedje / Mídia Índia)

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Por meio de comunicado nas redes sociais, o Instituto Raoni comunicou, na tarde desta sexta-feira (04.09), que Ropni Metyktire, mais conhecido como Cacique Raoni, teve alta médica. Internado com diagnóstico de covid-19 desde a segunda-feira (31.08), o líder indígena já deve retornar à aldeia Metuktire, no Parque Indígena do Xingu, onde vive. 

 

O cacique vinha respondendo bem ao tratamento, mas os médicos acharam melhor mantê-lo em observação devido sua idade avançada. Desde ontem (03.09), ele já respirava sem ajuda de cateter e com saturação de oxigênio considerada normal, acima de 97% em ar ambiente. Um ecocardiograma e uma nova tomografia do tórax para avaliaram coração e pulmões e foi possível constatar a melhora. 

 

A assessoria do instituto que leva seu nome confirmou que ele está curado da doença e agradeceu as mensagens de apoio enviadas ao cacique. “Com imensa alegria, comunicamos a alta hospitalar do Cacique Raoni. Agradecemos imensamente a todos pelas mensagens de carinho e pensamentos positivos. O cacique Raoni venceu o Covid-19”, informou. 

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Cacique Raoni 

 

Ropni Metyktire, líder indígena conhecido como Cacique Raoni, nasceu provavelmente no início da década de 1930, em uma antiga aldeia Mebêngôkre (Kayapó) denominada Kraimopry-yaka, no nordeste de Mato Grosso. 

 

Ao longo de sua trajetória, foi protagonista em diversas lutas em favor dos povos indígenas e da Amazônia, passando a ser reconhecido internacionalmente como liderança legítima e porta voz da preservação do meio ambiente. Em 1978, foi tema de um documentário indicado ao Oscar e em 1987, após seu encontro com Sting, alcançou notoriedade internacional. 

 

Desde a ascensão de Jair Bolsonaro (sem partido) à Presidência da República, Raoni tem alertado a população mundial para os graves riscos aos quais a Amazônia está suscetível. Em janeiro deste ano, Raoni e representantes de 45 povos indígenas lançaram uma carta denunciando Governo Federal. No documento, o projeto político de Bolsonaro foi definido genocida, etnocida e ecocida. 

 

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