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Ao menos três empresas que forneceram medicamentos para a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá são alvos da segunda fase da Operação Overpriced, deflagrada nesta quinta-feira (10.06) pela Polícia Civil e Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso. Medidas cautelares estão sendo cumpridas devido a suspeitas de irregularidades em procedimentos licitatórios. Servidores também estão sendo investigados.
De acordo com as informações da Polícia Civil, após a deflagração da primeira fase, realizada em outubro do ano passado, e com base nas novas provas coletadas, a equipe da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) identificou diversas irregularidades em procedimentos licitatórios envolvendo, ao menos, três empresas que forneceram medicamentos à Secretaria Municipal de Saúde, por meio de dispensa de licitação, durante o período da pandemia ocasionada pela covid-19.
Foram detectadas irregularidades procedimentais com direcionamento para favorecer as empresas contratadas. Além disso, verificou-se que houve uma coordenação de aquisições baseadas na superestimação de consumo de medicamentos, muito além da necessidade de consumo em 180 dias, com o possível vencimento dos medicamentos.
Além de compras em excesso, os investigadores verificaram o sobrepreço de medicamentos e a compra de fármacos por meio de dispensa, sob a justificativa de enfrentamento à covid-19, que, no entanto, não são utilizados para o tratamento relacionado ao coronavírus.
A decisão decretada pela juíza da 7ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes, determinou o bloqueio de valores no valor de R$ 2.175.219,77.
Após a representação dos delegados da Deccor e dos promotores, o Poder Judiciário determinou que os quatro servidores investigados à época dos fatos, possivelmente envolvidos com a organização criminosa, cumpram medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso à Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e proibição de contato entre investigados e servidores dos quadros do órgão de saúde da capital.
Com a deflagração desta fase da operação, a Deccor procederá com o interrogatório dos suspeitos que ainda não foram ouvidos, para finalização e envio do inquérito policial ao Poder Judiciário, uma vez que todas as provas técnicas já foram produzidas em conjunto com o Ministério da Saúde.






















