Na última sexta-feira (16.02), a Faculdade São Leopoldo Mandic, localizada em Campinas (SP), expulsou uma de suas alunas. A jovem que matou Isabele Guimarães, em um condomínio de luxo em Cuiabá. A medida foi tomada após diversas queixas de alunos em relação à presença da estudante em sala de aula, conforme divulgação do O Globo que tem repercutido em toda imprensa nacional.
A jovem, que agora tem 18 anos, foi condenada pelo assassinato de sua amiga, Isabele Guimarães, ocorrido em 12 de julho de 2020. O crime ocorreu enquanto as duas estavam na residência da atiradora. No banheiro, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo no rosto, vindo a falecer no local. Inicialmente, a autora do disparo alegou que se tratava de um acidente, porém, a perícia constatou que o tiro foi intencional.
A estudante condenada era praticante de tiro esportivo e chegou a conquistar títulos em campeonatos antes do ocorrido. A arma utilizada no homicídio foi trazida à residência pela então namorado da jovem.
Diante das reclamações dos estudantes da Faculdade São Leopoldo Mandic, a instituição abriu uma sindicância e concluiu que a presença da estudante estava causando tumulto nas aulas e poderia prejudicar a imagem da faculdade. Além disso, considerou que o crime cometido pela jovem era incompatível com o curso de Medicina, que tem como essência a preservação da vida.
Em nota, a instituição afirmou: “Com base no Regimento Interno da Instituição e no Código de Ética do Estudante de Medicina, publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a Faculdade São Leopoldo Mandic decidiu pelo desligamento da aluna, assegurando a ela a apresentação de recurso, em atendimento aos princípios do contraditório e ampla defesa”.
A jovem condenada, juntamente com sua irmã gêmea, estava matriculada no curso de Medicina da faculdade. Apesar de ter sido condenada a 3 anos de reclusão, a estudante ficou detida por 17 meses no Lar Menina Moça, no Complexo Pomeri em Cuiabá.
Análise midiática
O caso do assassinato de Isabele Guimarães, foi analisado em dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMT (PPGCOM/UFMT). A mestre Beatriz Alves dos Santos defendeu sua dissertação, intitulada “Reverberações Midiáticas de um Acontecimento: O Caso Isabele em Cuiabá”, oferecendo uma perspectiva aprofundada sobre os enquadramentos dados pelo programa Fantástico da Rede Globo ao caso que abalou o Brasil.
A pesquisa, orientada pelo professor doutor Pedro Pinto de Oliveira, mergulha no intricado tecido comunicacional que envolve o caso de Isabele Guimarães. Utilizando uma abordagem teórica embasada em conceitos como a ideia relacional de comunicação de Vera França e o conceito de enquadramento de Erving Goffman, a dissertação contextualiza o processo comunicativo e sua relação com o acontecimento, conforme proposto por Louis Quéré.























