O Brasil viveu neste sábado (14.02) mais um capítulo marcante em sua história olímpica. Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro na prova do slalom gigante do esqui alpino, em Bormio, na Itália. É a primeira medalha olímpica da história do país e da América do Sul em Jogos Olímpicos de Inverno.
Lucas Pinheiro fez 2min25s no somatório das duas descidas e assumiu a ponta da classificação. Os demais competidores não conseguiram superar e Lucas subiu ao lugar mais alto do pódio.

O atleta que nasceu na Noruega, mas cresceu fortemente ligado à cultura brasileira graças à sua mãe, conquista uma inédita medalha no esqui alpino, e logo de ouro. No slalom gigante, neste sábado (um sábado de Carnaval), ele realiza o sonho que nutriu de maneira mais forte desde que passou a competir pelo Time Brasil, em 2024.
Escolha pelo Brasil
Já consolidado como uma das grandes estrelas do esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen, que defendia a Noruega, surpreendeu o cenário esportivo ao anunciar sua aposentadoria aos 23 anos, na véspera do início da temporada 2023/2024. Em entrevista coletiva, comunicou oficialmente sua saída do circuito. A decisão foi motivada por divergências com a federação norueguesa, especialmente relacionadas à exposição de patrocinadores, regras de vestimenta e participação em eventos.
Ele manteve sua decisão. Alugou seu apartamento em Oslo, passou um período de férias em Ilhabela, no litoral paulista, e só retornou à Europa em janeiro de 2024, quando a temporada já estava em andamento. Convidado a participar de eventos ligados às etapas da Copa do Mundo, passou a reconsiderar a aposentadoria e a possibilidade de voltar às competições representando o Brasil.
Sua reestreia como atleta brasileiro aconteceu na temporada 2024/2025. Mesmo largando em posições desfavoráveis, terminou em quarto lugar no slalom gigante em Sölden, na Áustria, e repetiu a colocação no slalom em Levi, na Finlândia. O primeiro pódio defendendo o Brasil veio no slalom gigante em Beaver Creek, nos Estados Unidos.




















