O PSDB tem se organizado para lançar um candidato à Presidência da República em 2022, no entanto, os tucanos têm dois pré-candidatos que buscam espaço: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador de São Paulo, João Doria. Ambos estiveram em Cuiabá nas duas últimas semanas para encontros tucanos, e foram recebidos pelo governador Mauro Mendes (DEM).
Apontado como líder nas pesquisas de opinião, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quarta-feira (29/09), em entrevista à rádio cuiabana Capital FM, a situação do PSDB com vistas ao pleito presidencial. Para ele, os tucanos estão certos em realizar prévias partidárias para escolher o melhor candidato, e completou afirmando que “outra coisa é disputar eleição contra um troglodita, fascista, como o Bolsonaro”.
“O PSDB fazia política de oposição ao PT de forma civilizada. Uma coisa é disputar a eleição com Geraldo Alckmin, José Serra ou Fernando Henrique Cardoso, outra coisa é disputar eleição contra um troglodita, fascista, como o Bolsonaro. Portanto, que o PSDB escolha o melhor deles, e que o melhor venha para a disputa, para que a gente possa ver quem é que vai dirigir o país”.
Lula também criticou pautas antidemocráticas pregadas pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), como as críticas ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral e a defesa do voto impresso em detrimento à credibilidade da urna eletrônica.
“Eu não preciso dar lição a ninguém, porque já perdi muita eleição e cada vez que perdi, voltei para casa pra me preparar para a próxima. Eu não fiz como o Aécio fez contra a Dilma, de ficar instigando a anulação das eleições, de ficar instigando o ódio, que é o que estamos vivendo hoje. Quem perder fica chorando, e quem ganhar governa. É assim. Eu perdi duas vezes para o Fernando Henrique Cardoso, perdi para o Collor. É preciso que a gente aprenda a conviver democraticamente na adversidade. Quem ganha governa, quem perde chora. Agora na Alemanha a Angela Merkel perdeu as eleições por 1% de voto, e isso se chama democracia e é o que precisamos aprender a consolidar no Brasil”, disse Lula.






















