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Lula diz que PT fez mais pelo agro de MT e cita Maggi em pauta ambientalista

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Lula na rádio Capital

 

Pré-candidato à Presidência da República em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (29.09) que vai convencer o setor do agronegócio em Mato Grosso a votar nele e desafiou que encontrem um presidente que fez mais pelo setor do que o governo do PT.

 

Grande parte dos produtores rurais de Mato Grosso declara apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Embora Mato Grosso seja um Estado tipicamente ligado ao agronegócio, a verdade é que a maioria do povo não é. Temos que convencer ideologicamente as pessoas”, disse Lula.

 

Entretanto, a adesão do agronegócio se dá, principalmente, pela bandeira de Bolsonaro em dar celeridade às regularizações fundiárias e a facilitações nas concessões de licenciamentos ambientais.

 

“Nenhum produtor rural pode dizer que já teve um presidente da República que fez mais investimento no Estado de Mato Grosso do que o PT fez em 13 anos. Duvido. Vocês que são jornalistas, podem fazer um levantamento de todos os presidentes, até do Jânio Quadros que renunciou rápido, mas era de Mato Grosso, para saber se alguém fez a metade dos investimentos que fizemos em ferrovia, rodovia, educação, saúde ou qualquer área”, disse Lula.

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O ex-presidente citou uma Medida Provisória, a chamada securitização de dívidas rurais, que proporcionou aos produtores a possibilidade de negociar com credores. Segundo ele, o Plano Safra liberou R$ 187 bilhões pelo Banco do Brasil, R$ 30 bilhões somente para a Agricultura Familiar. “Então, não é por falta de tratar bem o agronegócio que as pessoas não votaram no PT. Vamos ter que convencer”.

 

Blairo Maggi

 

Lula citou em sua entrevista à Rádio Capital FM que o ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PP), tem encabeçado um grupo de empresários que buscam defender o meio ambiente. Blairo é considerado o rei da soja, já foi senador e ministro da Agricultura no governo Michel Temer (MDB).

 

Críticos afirmam que o presidente Bolsonaro tem desestruturado o Ministério do Meio Ambiente, ao suspender multas, cortar orçamentos que acabam dificultando fiscalizações, além de quase acabar com reservas indígenas, quilombolas, extrativistas e parques nacionais. Os atos incentivariam desmatamento irregular, ocupações irregulares por garimpeiros, pecuaristas e grandes produtores agrícolas. As florestas, ou o que sobra delas, é tema de debates internacionais.

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“Tenho visto empresário rurais contra o desmatamento, que estão criticando a tentativa de violentar a floresta para plantar soja ou milho. Eu queria até citar o nome do Blairo Maggi, de quem eu tenho uma bela recordação, porque tivemos uma boa convivência, que tem encabeçado essa lista na defesa do agronegócio brasileiro, na defesa das exportações, da carne para que a gente possa levar em conta as críticas que o mundo está fazendo ao Brasil. Podemos crescer sem degradar o meio ambiente”, completou.

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