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POUCA EFICIÊNCIA

Mato Grosso fica em 16º em ranking de eficiência dos estados

Estado aparece em 7º lugar em educação, mas cai para 21º em finanças.

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Mato Grosso ocupa a 16ª posição entre 26 estados na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. Com índice de 0,368, o estado foi enquadrado pelo levantamento na faixa de “pouca eficiência”.

O ranking busca medir quanto cada estado consegue transformar os recursos disponíveis em resultados nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças. Mato Grosso aparece com desempenho melhor em educação, na 7ª posição nacional, e tem sua pior colocação em finanças, em 21º.

Na educação, Mato Grosso recebeu índice 0,594. O cálculo considera frequência escolar, ingresso no ensino superior estadual, abandono no ensino médio e desempenho dos estudantes da rede estadual em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Parte dos dados é de 2024 e as taxas de frequência escolar têm como referência o Censo de 2022.

Na saúde, Mato Grosso aparece em 17º lugar, com índice 0,440. São levados em conta cobertura da atenção primária, número de médicos por mil habitantes, mortalidade infantil e disponibilidade de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados utilizados variam entre 2024 e dezembro de 2025.

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Em infraestrutura, o estado ocupa a 14ª colocação, com 0,485. O indicador considera cobertura de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além da proporção das rodovias avaliadas como boas ou ótimas pela Pesquisa CNT de Rodovias de 2025.

Mato Grosso aparece ainda na 16ª posição em segurança pública, com índice 0,562. Neste eixo, o ranking utiliza a taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes registrada em 2025, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026. O indicador inclui homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.

Já no componente de finanças, Mato Grosso ocupa o 21º lugar, com nota 0,561. A avaliação considera o comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com pessoal ativo e inativo e a relação entre a dívida consolidada líquida e a RCL, com dados de 2025 do Tesouro Nacional.

Um dos fatores que pesam no índice final é a disponibilidade de recursos. Mato Grosso aparece na 5ª posição no componente de receita, com índice 0,624. Isso não significa, por si só, resultado positivo ou negativo: na metodologia do REE-F, a receita corrente líquida per capita é usada justamente para relacionar a quantidade de recursos disponível aos resultados alcançados nas demais áreas. Estados com mais recursos precisam apresentar resultados proporcionalmente maiores para obter índices mais elevados de eficiência.

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Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo final. Depois de calculada a média ponderada dos cinco componentes, o resultado é relacionado ao indicador de receita corrente líquida por habitante. O Distrito Federal ficou fora da comparação devido às particularidades de sua estrutura administrativa e orçamentária.

Entre os estados do Centro-Oeste incluídos na pesquisa, Goiás aparece em 9º lugar, com índice 0,541, Mato Grosso do Sul em 12º, com 0,458, e Mato Grosso em 16º, com 0,368. A média regional foi de 0,456.

No cenário nacional, o levantamento colocou Paraná, Ceará e São Paulo nas três primeiras posições. Ao todo, sete estados atingiram a faixa denominada “eficiente” pela metodologia, definida por índices iguais ou superiores a 0,550. A classificação de “pouca eficiência”, na qual Mato Grosso está inserido, compreende resultados entre 0,350 e 0,399.

O ranking não utiliza dados de um único ano. Os indicadores empregados na edição de 2026 têm referências que vão do Censo de 2022 a informações de 2025, sempre com o dado mais recente considerado comparável pela metodologia. Por isso, o resultado funciona como um índice composto de serviços e finanças estaduais e não como uma fotografia exclusiva de 2026.

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