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JUSTIÇA

Projeto destina mais de R$ 1 mi à capacitação de presos em Mato Grosso

Recursos serão usados na formação profissional de homens e mulheres privados de liberdade.

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(Foto: Mídia: MPT-MT e TRT-MT)

Mais de R$ 1 milhão foram destinados a um projeto de capacitação profissional de pessoas privadas de liberdade em Mato Grosso. A iniciativa prevê a formação de turmas nos sistemas prisionais feminino e masculino e foi apresentada durante uma sessão pública realizada em Cuiabá para discutir trabalho e geração de renda para presos e egressos.

O encontro ocorreu na última quinta-feira (10), no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), e reuniu representantes do poder público, empresas e entidades. A discussão faz parte das ações do Pena Justa, plano nacional voltado à reorganização do sistema prisional brasileiro.

Os recursos para a capacitação foram definidos pela Comissão de Ações Afirmativas, grupo formado por representantes de instituições públicas e da sociedade civil que delibera sobre a destinação de valores provenientes de ações judiciais, segundo o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT).

Durante o encontro, a procuradora-chefe do MPT-MT, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, defendeu que a oferta de trabalho e qualificação também seja tratada como medida de segurança pública. “Investimento no sistema prisional é investimento na segurança pública”, afirmou. Segundo ela, a discussão deve considerar as condições em que as pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social.

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Empresas que utilizam mão de obra de pessoas privadas de liberdade também apresentaram experiências durante a sessão. A Trael Transformadores Elétricos mantém há quase três anos uma frente de trabalho na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto. Já a Built Up Engenharia e Soluções informou atuar há seis anos com reeducandos e egressos e ter recebido cerca de 1.800 pessoas nesse período.

O Pena Justa foi lançado em fevereiro de 2025 após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 347, processo em que a Corte reconheceu problemas estruturais no sistema prisional brasileiro. Coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o plano reúne mais de 300 metas previstas até 2027.

Entre os objetivos estão medidas relacionadas à superlotação, às condições das unidades prisionais e à ampliação do acesso de presos e egressos a estudo, trabalho e qualificação profissional. Os estados e o Distrito Federal também elaboraram planos locais para cumprimento das metas.

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