Está tudo dominado? Em Mato Grosso são as facções que dão as cartas? Os tribunais do crime decidem quem vive ou morre em Mato Grosso?
A morte brutal da artista transexual e ex-candidata a vereadora de Sinop, Gabriel Santos da Rosa, 27 anos, conhecida como Santrosa, foi decretada pela facção criminosa Comando Vermelho, uma das facções que hoje dominam o estado e fazem as vezes do Estado: legislam, julgam e executam.
Sinop se orgulha de ser a capital da extrema direita bolsonarista em Mato Grosso. Não se espera que a população chore a morte de uma filha da cidade. A artista trans era natural de Sinop e tinha 27 anos. Santrosa cantava funk e trap, e tinha mais de quatro mil seguidores no YouTube. O preconceito da cidade é, também, um crime contra a vida. Sinop vai desprezar a vida, fortalecendo a sua imagem de capital do extremismo. Difícil crer em algo diferente disso, da manutenção da crença na ignorância.
O governo do estado vai oferecer recompensa para descobrir os assassinos e mandantes da morte de Santrosa?
A Assembleia vai votar uma moção de repúdio contra o assassinato de uma artista de Sinop e cobrar ação das forças de segurança para elucidar o crime que envergonha Mato Grosso?
A Justiça vai reagir como à afronta ao Poder Judiciário? O verdadeiro tribunal hoje em Mato Grosso é o tribunal das facções, célere na decisão e sem compaixão na execução daqueles que ousam falar ou agir contra os seus interesses empresariais do crime.
Os partidos políticos serão solidários ao PSDB pelo crime bárbaro cometido contra a suplente de vereadora? Ou vão fingir que o assunto não é politico e não é de interesse público?
A conferir a estridência do silêncio covarde, omisso e cúmplice.




















