O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não dá mostras que pretende reagir, está consolidando a imagem de um mero pau-mandado de Mauro Mendes. Só faz o que Mauro Mendes (União) manda. Mauro como se fosse um imperador de Mato Grosso e Pivetta o seu simples ajudante-de-ordens. Pivetta vai para a campanha de governador com o rótulo pesado da continuidade submissa do império de Mauro, que se acha acima de tudo e todos.
A expressão pau-mandado define uma pessoa que obedece a tudo sem reclamar; age sem vontade própria e serve de instrumento para as ordens de outra. Pau-mandado é quem cumpre ordens sem questionar ou pensar, que não tem opinião própria e se deixa controlar. É um termo popular com sentido de crítica ou ofensa leve.
Otaviano queria, é o que os bastidores da política garantem, a deputada estadual Janaina Riva como sua candidata a vice. Mauro Mendes vetou e queimou a imagem de Janaina, tida como “traidora” do governo dele. Impôs a Pivetta a indicação do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil). Ele será o candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta. Até o porteiro do Palácio Paiaguás sabe que Fabinho deve total obediência a Mauro. Pivetta está engolindo esta imposição, desistindo de ter uma vice mulher, o que politicamente seria muito melhor para ele por conta do seu histórico pessoal de violência doméstica.
Vale lembrar, Mauro impõe e trai. No União, por exemplo, Mauro Mendes traiu o senador Jayme Campos (União), fazendo a maior convenção de trairagem da história política recente. Os punhais de Mauro não ficarão impunes, com certeza a traição deixou marcas nas lideranças e eleitores do União que queriam Jayme candidato a governador.
Fábio Garcia, que já ocupou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil, já tinha seu nome cotado para o cargo, mas sofria rejeição dentro do próprio União Brasil. Tanto que na convenção do União, Fábio chegou a ser vaiado por militantes enquanto tentava gravar um vídeo no palco da convenção. Com a derrota de Jayme na pré-candidatura ao governo, o nome de Fábio ganhou força para compor com Pivetta.
Mauro manda e desmanda: a candidatura da sua esposa, Virgínia Mendes, ganhou caminho livre, sem a concorrência de Fabinho na disputa pela vaga de deputado federal. E Pivetta ficou sem uma vice mulher. Simples assim.






















