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SAÚDE E POLÍTICA DO ÓDIO

Médicos de Cuiabá pedem socorro contra “veneno” de Abílio

Suprema ironia, o CRM-MT, de viés bolsonarista, acusa o prefeito bolsonarista de Cuiabá, Abílio Brunini, de ser mentiroso e de criminalizar os médicos. Ele estaria “envenenando” a população contra os profissionais de saúde, acusando-os de recusar atendimento aos pacientes em unidades do município. O prefeito de extrema direita, um político-celular, cria factoides nas redes sociais sem apresentar soluções reais para os problemas complexos da saúde em Cuiabá. Os servidores viram alvo fácil.

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Quem diria, os médicos bolsonaristas de Cuiabá que fizeram campanha pela eleição do candidato bolsonarista à prefeitura de Cuiabá foram os primeiros a fazer uma crítica pública ao prefeito Abílio Brunini (PL). Colocam-se como vítimas do “veneno” social inoculado pelo prefeito da extrema direita. Abílio estaria jogando a população de Cuiabá contra os médicos. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), cujos os diretores são bolsonaristas assumidos, divulgou nota acusando o prefeito de mentiroso e de criminalizar os médicos. A nota publicada nesta quinta-feira (23.01) rebate o posicionamento do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que ameaçou equipes de saúde que atendem nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. Para o CRM-MT, “o prefeito Abílio Brunini mente ao falar sobre a classificação de pacientes e tenta criminalizar médicos que trabalham no município”.

Abílio segue à risca a cartilha da extrema direita, tratando situações problemáticas complexas com soluções rasas e simplistas. A população de Cuiabá comprou a ideia de eleger um político reconhecidamente neófito na gestão da saúde pública, mas que fazia selfies divertidas com soluções fáceis para tudo. O riso eleitoral começa já a dar lugar ao choro do arrependimento, um choque de realidade diante do abismo anunciado. E entre eleitores, vale lembrar, estão muitos servidores municipais que votaram em Abílio: estes serão os últimos da fila, sem direito de reclamar agora da gestão do bolsonarista. Afinal, até as pedras do rio Cuiabá sabiam que o lombo do servidor público municipal seria o alvo preferencial da política do ódio praticada por Abílio.

Os profissionais da saúde são, portanto, os primeiros servidores municipais a sentir os efeitos do veneno social utilizado contra eles pelo prefeito. Nenhuma palavra até agora de Abílio sobre a sua promessa de  criar o paraíso na terra para a população que busca atendimento médico: a implantação das tais  “Vilas de Saúde”, pontos com serviços de saúde em cada distrito sanitário. Até o momento, Abílio só implantou a política do caos para a população cuiabana e o terror para os profissionais da saúde. Aliás, vale assistir ao comentário cirúrgico do jornalista Antero Paes de Barros, no PNB Online, sobre o “caos abiliano”.

CRM reage ao caos causado por Abilio na saúde de Cuiabá

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Para os médicos um alerta: a medição do termômetro do político-celular é a quantidade de likes para as selfies que faz para seus seguidores. Se o assunto da criminalização continuar a dar tração e gerar likes, o prefeito bolsonarista vai potencializar a sua política do ódio contra o servidor, continuará a inocular na população o seu veneno contra os profissionais da saúde. Não adianta a explicação técnica do CRM sobre a a diferença dos atendimentos realizados nas unidades básicas de saúde e nas unidades de pronto atendimento ou policlínicas. “As UBSs não foram feitas para o atendimento de urgências e emergências. Usando como exemplo a iniciativa privada, elas funcionam como o consultório do médico, enquanto as UPAs são os Pronto-Atendimentos dos hospitais”. Abílio não segue nenhum critério técnico, orienta-se apenas pela sua obsessiva vontade de aparecer na mídia ao custo da verdade dos fatos.

O CRM-MT promete reagir onde lhe resta: na Justiça. Alertou na nota que a postura do prefeito de Cuiabá coloca em risco a vida da população cuiabana. A entidade não descartou responsabilizar Abílio caso ocorram ameaças injúria, difamação, agressões e outros crimes praticados contra os médicos na rede pública de Saúde.

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“Ao dizer que os pacientes classificados nas UPAs e policlínicas com classificação de risco verde, o prefeito dá a entender que estas pessoas poderiam ser atendidas nas UBSs, o que não é verdade. Essa postura do prefeito tem levado pacientes com problemas mais graves às unidades, colocando em risco a vida destas pessoas. Embora sejam menos prioritários que aqueles com classificação vermelha ou amarela, estes casos também demandam cuidados na própria UPA”, diz a nota que acusa Abílio de mentir para a população.

Nesta quarta (22.01), o prefeito fez um vídeo onde ameaça os servidores que atuam nas equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital. O episódio foi registrado na própria rede social do gestor, após ele observar, por meio de câmeras de monitoramento, a superlotação na Policlínica do Pedra 90, enquanto o postinho do bairro, que fica ao lado, estava com movimento menos intenso.

O monitoramento do prefeito foi feito direto do gabinete dele, através de câmeras de segurança que foram instaladas em todas as unidades de saúde. Segundo Abílio, o objetivo é monitorar o fluxo de pacientes. Após checar as imagens da Policlínica do Pedra 90, o prefeito ainda determinou aos secretários adjuntos que visitem cada UBS para comunicar aos servidores que a recusa no atendimento resultará na substituição das equipes.

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