Assessoria/MAPA

Ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, classificou como inaceitável a invasão de uma área de preservação ambiental e de pesquisa genética da empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa Seminário), em Pernambuco, na madrugada de domingo (16.04), por integrantes do Movimento Sem Terra (MST). Para ele, o ato deve ser considerado um crime próprio de negacionistas.
“Inaceitável! Sempre defendi que o trabalhador vocacionado tenha direito à terra. Mas à terra que lhe é de direito! A Embrapa, prestes a completar 50 anos, é um dos maiores patrimônios do nosso país. O agro produz com sustentabilidade, se apoia nas pesquisas e todo o trabalho de desenvolvimento promovido pela Embrapa. Atentar contra isso está muito longe de ser ocupação, luta ou manifestação. Atentar contra a ciência, contra a produção sustentável é crime e crime próprio de negacionistas”, se posicionou Fávaro, nesta segunda-feira (17.04), que cumpre agenda em Londres, na Inglaterra.
Integrantes do MST invadiram uma área pertencente a Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), na madrugada do domingo (16). A invasão atingiu ainda áreas de preservação da Caatinga, comprometendo a vida de animais ameaçados de extinção, além de pesquisas para conservação ambiental e de uso sustentável do Bioma.
Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que as terras são patrimônio do governo brasileiro, produtivas e destinadas ao uso exclusivo da Embrapa Semiárido para o desenvolvimento de pesquisas e geração de tecnologias voltadas à melhoria da qualidade de vida de populações rurais.
“Nesta área também acontece o Semiárido Show, feira de grande relevância para os agricultores familiares do Semiárido, posto que as tecnologias que são apresentadas foram desenvolvidas para ambientes de convivência com a seca. O evento recebe mais de 20 mil pessoas e é uma referência em transferência de tecnologias para a região Nordeste. No momento, a área está sendo preparada para receber a 10ª edição da Feira, que acontecerá em agosto deste ano. A invasão já está prejudicando consideravelmente todo o planejamento e execução das atividades previstas”, apontou o ministério.
O MST afirmou, também por nota, que local foi ocupado por 600 famílias “com intuito de transformar essa terra devoluta em um projeto de assentamento da reforma agrária”.





















