O número de mortes em decorrência da covid-19 em Mato Grosso teve um crescimento surpreendente em apenas um mês no Estado. No dia 21 de maio, a Secretaria de Estado de Saúde registrava 35 mortes pela doença. No mesmo dia, 21, mas em junho, o número de óbitos por coronavírus chegou a 370. O aumento é de 957% no número de mortes em apenas um mês.
UFMT

Neste domingo (21.06) o Estado alcançou mais um recorde de mortes registradas em apenas 24 horas. Foram 29 óbitos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Nova Mutum, Alto Taquari, Alto Boa Vista, Vila Bela da Santíssima Trindade, Confresa, Nova Olímpia, Poconé e Querência.
A escalada no número de mortes pela doença ocorreu a partir de junho. Em maio, os registros eram de uma a três mortes por dia. Em junho, os números começaram a aumentar. No dia 06 de junho foram 10 mortes em um único dia. E depois daquele dia, o número diário de mortes não ficou mais abaixo de 10, chegando a 27 registros no dia 16 e ao recorde de 29 neste domingo (21.06).
No total, já são 9.776 casos confirmados da doença em Mato Grosso com 406 pessoas hospitalizadas e 3.319 consideradas recuperadas. Dos internados, 228 estão em enfermarias e 178 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Lucas Ninno/GCOM

Colapso da saúde
A preocupação do Governo do Estado é com o colapso do sistema de saúde, tanto público quanto privado, em decorrência do aumento no número de casos da doença em todo Mato Grosso. Neste domingo, a gestão de leitos de UTI pactuados apontava uma taxa de ocupação de 91,45% nos leitos com gestão municipal. A taxa de ocupação dos leitos de gestão estadual chegava a 79,2%.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, voltou a alertar a população sobre a necessidade de isolamento social e da adoção de medidas sanitárias para evitar a propagação do novo coronavírus. Figueiredo reclamou de uma parcela da população que não está seguindo os protocolos recomendados pelos gestores de saúde e que os leitos de internação estão se exaurindo nos hospitais públicos e privados.
“Existe uma parcela da sociedade que ainda acha que isso não vai chegar, que não temos epidemia no Estado. Os números da doença não param de subir, é preciso que as pessoas sigam nossas recomendações, fiquem em isolamento social, façam constantemente higienização das mãos, evitem aglomerações, saiam de casa somente quando for necessário e usem adequadamente a máscara para se proteger”, explicou Figueiredo.
























