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SAÚDE

MT recebe novo medicamento para tratamento de câncer de mama pelo SUS

Primeiro lote do Trastuzumabe Entansina chega nesta quinta (23) ao estado. Fármaco pode reduzir em até 50% a mortalidade por câncer de mama HER2-positivo

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(Foto: Agência Brasil)

No mês do Outubro Rosa, Mato Grosso vai receber 156 unidades de um medicamento inédito no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, tipo mais agressivo da doença. O Trastuzumabe Entansina, considerado de última geração, será entregue nesta quinta-feira (23) à Secretaria Estadual de Saúde, responsável pela distribuição às unidades conforme protocolos clínicos.

O novo fármaco faz parte do primeiro lote recebido pelo Ministério da Saúde, com 11.978 frascos, 6.206 de 100 mg e 5.772 de 160 mg. As próximas remessas estão previstas para dezembro deste ano, março e junho de 2026. A expectativa é atender 100% da demanda atual no SUS, beneficiando 1.144 pacientes ainda em 2025.

Segundo o diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, o medicamento representa um avanço no tratamento oncológico no país. “Trata-se de uma medicação muito esperada pela população, que poderá reduzir em até 50% a mortalidade das pacientes com câncer de mama do tipo HER2-positivo. É uma grande vitória para a saúde pública e para o povo brasileiro”, afirmou.

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O investimento federal para a compra de 34,4 mil frascos-ampola é de R$ 159,3 milhões. O ministério afirma ter negociado o preço com desconto de cerca de 50% em relação ao valor de mercado, o que gerou economia estimada em R$ 165,8 milhões.

O Trastuzumabe Entansina é indicado para pacientes que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio III. A nova terapia amplia as opções de tratamento e melhora as perspectivas de controle e qualidade de vida das pacientes.

Além do novo medicamento, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação da oferta de inibidores de ciclinas, abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe, para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo e HER2-negativo. Uma portaria que autoriza a compra descentralizada desses fármacos deve ser publicada ainda em outubro.

O governo também alterou recentemente a faixa etária para realização de mamografias no SUS, que agora podem ser feitas a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas da doença. A mudança busca ampliar o diagnóstico precoce. Em 2024, mais de 1 milhão de exames foram realizados em mulheres com menos de 50 anos, o equivalente a 30% do total.

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Neste mês, também começou a circular o projeto Agora Tem Especialistas, que leva 28 carretas com equipes médicas para regiões com menor acesso a serviços de saúde em 20 estados. As unidades móveis oferecem atendimentos voltados à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero.

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