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MODA DECOLONIAL

Museu da UFMT promove desfile de moda indígena nesta quarta

O desfile, aberto ao público, está agendado para ocorrer no salão de exposição de longa duração do museu, a partir das 19h.

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O Museu de Etnologia e Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso (Musear-UFMT) promove um desfile de moda indígena nesta quarta (20.09). O evento apresentará peças exclusivas da artista Kaya Agari, pertencente ao povo Kurâ-Bakairi do município de Paranatinga.

Museu da UFMT promove desfile de moda indígena nesta quarta (Foto: Divulgação)

O desfile, aberto ao público, está agendado para ocorrer no salão de exposição de longa duração do museu, a partir das 19h. Além de artista, Kaya Agari é ativista pelos direitos indígenas. Sua pesquisa visual se concentra nos grafismos e nas ramificações materiais e imateriais da cultura de seu povo, e agora, ela os incorpora em suas criações de moda.

“Para mim, está sendo muito gratificante porque estou levando o grafismo do meu povo, que é o Kurâ-Bakairi, do município de Paranatinga. E eu estou gostando também porque as pessoas indígenas estão gostando e descobrindo mais sobre a arte”, conta. 

Recentemente, Kaya participou da terceira edição da Marcha das Mulheres Indígenas, realizada em Brasília e promovida pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA). Ela levou suas próprias roupas para o evento, costuradas por ela mesma. 

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“Levei para a marcha peças de roupas que eu cortei e costurei. Venho há muito tempo vendo minha mãe costurar e cortar. Não faço curso nem nada. É olhando, aprendendo, costurando. Vejo as molduras que a minha mãe deixa aqui em casa, vou copiando aquelas molduras e seguindo”, explica Kaya sobre a evolução de seu trabalho

O apoio da família tem sido crucial para Kaya Agari em todo esse processo criativo. Ela enfatiza a importância do trabalho em conjunto. “Minha  família me apoia e me ajuda. Minha mãe costura alguns vestidos para mim quando ela vem da aldeia. O meu marido também carimba, pinta, desenha. Os meus filhos também, então é gratificante porque eu trabalho em conjunto”, afirma. 

Kaya também destaca o crescente movimento de estilistas indígenas no Brasil que buscam a decolonização da moda. Ela menciona nomes como Dayana Molina e outras mulheres que estão empreendendo na moda e na pintura, trazendo consigo a rica tradição artística de seus povos e significados únicos.

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