(Foto: Erasmo Salomão / Ministério da Saúde)

Esta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou um estudo que mostra que os registros de sarampo triplicaram em todo o mundo. Os casos notificados da doença nos primeiros seis meses de 2019 são os mais elevados desde 2006. De 1º de janeiro a 31 de julho de 2019, 182 países notificaram 364.808 casos de sarampo à OMS. O quadro brasileiro também exige atenção.
Em 2016, a OMS chegou a considerar que o sarampo estava erradicado no país, mas dois anos depois, o Brasil voltou a ter ocorrências e São Paulo vive atualmente um surto da doença, com aproximadamente 1300 confirmações. Em Mato Grosso, a Secretaria de Saúde (SES) chegou a confirmar dois casos em 2018, mas na semana passada divulgou a informação de que o último registro teria ocorrido há cerca de 20 anos.
Na matéria divulgada em 2018, a SES confirmava dois casos de sarampo no município de Guarantã do Norte, extremo norte de Mato Grosso, na divisa com o Pará. As notificações envolviam uma mulher de 30 anos e um homem de 31. Não se soube, à época, se o vírus teria sido contraído nos estados vizinhos, Amazonas ou Roraima, que já apresentavam centenas de casos.
Entretanto, os dados foram negados na semana passada pela Secretaria, que afirmou que se tratavam de suspeitas descartadas por critério laboratorial. De qualquer forma, a pasta seguiu alertando a população quanto ao risco da doença. Uma das causas para o aumento de casos no país seria a entrada de estrangeiros e a constante circulação de viajantes pelo país, além do baixo alcance vacinal, já que nos últimos anos muitos brasileiros deixaram de se prevenir.
A SES ainda alerta que a vacina tríplice viral é a forma mais segura de prevenção ao sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. Nas unidades municipais de Saúde, a vacina tríplice viral está prevista para pessoas com um ano de idade e o reforço aos 15 meses com a tetra viral, integrando a rotina do calendário da criança, adolescente e adultos seletivamente.
O sarampo é considerado uma doença viral altamente contagiosa, que pode levar a óbito. A transmissão pode ocorrer por meio das secreções expelidas pelo doente ao falar, tossir e espirrar. Os primeiros sinais assemelham-se a um resfriado ou gripe comuns, mas tendem a se agravar rapidamente até que haja o aparecimento de manchas avermelhadas, inicialmente no rosto. A doença pode ainda acometer o sistema nervoso central e pode gerar complicações como pneumonia.


























