Assessoria

A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) cancelou nesta segunda-feira (12.07) o leilão que seria realizado no dia 22 de julho de 2021, às 9h, na forma online, 367 veículos apreendidos e que não foram retirados pelos proprietários em até 60 dias.
O cancelamento ocorre após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Contratos, da Câmara de Vereadores de Cuiabá, afirmar que a abertura do leilão causou perplexidade já que os contratos da secretaria estão sob investigação, incluindo da empresa responsável pelo recebimento e guarda dos veículos apreendidos.
A CPI investiga todos os contratos, emergenciais ou não, firmados pela Prefeitura de Cuiabá, a partir de janeiro de 2013, incluindo os contratos firmados pelas Empresas de Economia Mista e PPPs (Parcerias Público Privadas).
O cancelamento foi publicado no Diário Oficial do Município. O secretário da Semob, Juares Samaniego, disse que atendeu a solicitação dos vereadores, mas, irá notificar à Câmara de Cuiabá, sobre a data que os trabalhos referentes aos leilões retornarão, segundo ele, o prazo de paralização deste serviço será por um mês.
“A CPI não tem força para suspender o leilão, mas, como pautamos pela transparência, decidimos suspender os trabalhos pelo período de um mês porque a Semob não para, o trânsito não para. Além disso, existe um contrato com a empresa”, ressaltou.
A vereadora Michelly Alencar (DEM) criticou o contrato do Executivo com a empresa responsável pelos serviços de guincho e guarda dos automóveis apreendidos. A parlamentar questiona os valores das taxas de guincho e pátio cobradas dos cuiabanos. O valor da diária de carro é de R$ 75,00 e de moto R$ 49,00.
“Muitos cuiabanos estão perdendo seus automóveis por causa do valor abusivo da diária de pátio cobrada. Estão retirando o direito do proprietário dos veículos de reaverem seus bens. Muitos trabalhadores afetados pela crise que, após deixarem seus veículos três meses no pátio, já não têm mais condições de retirar devido ao preço cobrado”.





















