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ARTIGO

Ninguém vive no futuro

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O primeiro passo sempre leva ao segundo. E é essa continuidade que, naturalmente, nos conduz ao futuro — não como algo previsível, mas como consequência de ações vividas no presente. Planejar é necessário, mas querer antecipar respostas é ilusão. Os futurologistas têm carreira curta, porque ninguém vive no futuro.

Não existe o momento perfeito. Existe apenas o agora.

Esperar pela “hora certa”, aguardar a vez ideal, é muitas vezes condenar-se à estagnação. A vida acontece no instante presente. Somos exatamente aquilo que estamos fazendo agora. O chão ideal para viver não está em outro lugar — ele está aqui. A vida não se realiza em sonhos de olhos fechados, mas na realidade que se pisa.

Sair do comodismo é romper com o medo. É aceitar que não há garantias. Mudar é arriscar, e por isso não é fácil encontrar o caminho do sucesso. Muitas vezes, o talento vive escondido dentro de nós, adormecido pela espera confortável de uma oportunidade que nunca vem.

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Ao nosso redor, há inúmeras pessoas talentosas paradas na fila do comodismo, esperando, hesitando, sem dar o primeiro passo.

A tentativa é o verdadeiro poder. Podemos conseguir ou não — mas, se não tentarmos, o resultado será sempre o mesmo: o nada, acompanhado da dor de nunca ter sido reconhecido nem por si mesmo.

Quantas vezes mascaramos a realidade? Fingimos felicidade em momentos que não nos pertencem. Preferimos o conforto da ilusão ao enfrentamento da verdade. É mais fácil não ver o que incomoda.

Nos dias de desânimo, cabe a nós buscar força — e, na fé, pedir a Deus energia para seguir. Mas a caminhada é nossa. Superar limites é o que impulsiona nosso crescimento, material e espiritual.

Todos enfrentamos, diariamente, batalhas interiores. E esses conflitos só cessam quando temos coragem de enxergar a realidade como ela é. Ainda assim, insistimos em usar máscaras — muitas vezes caras — para esconder o que somos.

Saiba: tudo o que fazemos deixa marcas. Nossas atitudes, especialmente aquelas que prejudicam os outros, não passam despercebidas. Somos observados — pelos outros, por nós mesmos e, na fé, pela divindade.

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Ninguém é feliz ou infeliz sem consequências.

Antes de querer mudar o mundo, é preciso transformar a si mesmo. Construir o próprio interior, fortalecer o caráter, melhorar o próprio viver. Quando nos tornamos melhores, tudo ao nosso redor também melhora.

Viver é ter um objetivo. É isso que sustenta nossas rotinas, fortalece diante das tribulações e nos dá coragem para superar obstáculos. Mas é preciso cuidado: não se pode escravizar a vida a um único objetivo, especialmente quando ele se resume ao sucesso material.

A vida é mais do que chegar — é, sobretudo, caminhar.

Wilson Carlos Fuah é escritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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