
O Hip-Hop tem ganhado espaço no Território Indígena do Xingu (TIX) como uma ferramenta de resistência e afirmação cultural. O projeto Do Chão da Aldeia pro Topo do Mundo, idealizado pelos grupos Nativos MC’s (Kuikuro) e RAP Yudjá, mistura os ritmos do RAP e TRAP com línguas indígenas e elementos tradicionais para fortalecer a identidade dos povos originários.
Com apoio da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Identidade do programa Viver Culturas, da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, o projeto recebeu R$ 50 mil para produção de um EP com letras em português e nos idiomas Karib (Kuikuro) e Tupi (Yudjá). As músicas abordarão temas como a luta pelo território, o enfrentamento ao Marco Temporal e as mudanças climáticas.
Além da gravação, o projeto também promove oficinas e rodas de conversa nas aldeias Afukuri e Tuba Tuba, onde os jovens aprendem sobre produção musical, grafite e comunicação digital. “O Hip-Hop permite que a gente fale sobre nossas experiências e os desafios do nosso povo. Ele não substitui nossa cultura, ele fortalece nossa identidade”, explica Urysse Kuikuro, do grupo Nativos MCs.
O grupo Nativos MCs é formado pelos indígenas Urysse Kuikuro, Mupuri Kuikuro e Makulan Kuikuro, enquanto o Rap Yudjá conta com Madu Juruna, Yade Juruna, Thales Juruna e Kaick Juruna.
Nos últimos anos, políticas culturais como a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc têm garantido recursos para iniciativas indígenas. Além disso, o Ministério da Cultura tem ampliado o apoio a projetos de valorização das culturas originárias, promovendo capacitações e premiações para fortalecer a expressão artística desses povos.
























