A frase é de Leonel Brizola, único brasileiro eleito para governador de dois estados distintos, Rio Grande do Sul (1959-1963) e Rio de Janeiro (1983-1987 | 1991-1994):
“A política ama a traição e odeia o traidor”.
A frase do gaúcho Brizola traduz com impressionante precisão a realidade política. Com sua experiência e sabedoria política, ele deixou claro o destino do traidor quando é descoberto: aquele que apunhala pelas costas o seu partido, seu candidato a prefeito e seu grupo político fica, para sempre, com a marca na testa de traidor. A sociedade tem nojo do sujeito traidor.
O prazo da janela partidária se encerra nesta sexta-feira (5). Essa é a data final para a mudança de partido por parte de vereadoras e de vereadores que pretendem concorrer às Eleições de 2024 por outra agremiação. Neste ano, o primeiro turno das eleições será realizado no dia 6 de outubro. E, importante ressaltar, que o prazo de filiação para quem deseja concorrer às Eleições de 2024, mas que não vai se utilizar da janela partidária encerra-se neste sábado (6).
Ou seja, findo o troca-troca partidário, uma tradição da política nacional garantida por lei do jeitinho brasileiro, agora é hora dos novos filiados, junto com os militantes já filiados, demonstrarem o compromisso de lealdade, no caso, apoiando o candidato majoritário que o grupo definir.
Dos jeitos de trair
– A dissidência aberta, declarada, é uma forma de assumir a traição diante da plateia. O sujeito trai o partido, trai o grupo, sem desfaçatez.
– A dissimulação, de quem finge ser leal, mas por debaixo dos panos está pedindo voto para o candidato adversário. A traição dissimulada, quando descoberta, não tem perdão. O lado beneficiado pode até ganhar com o gesto, mas o traidor descoberto é execrado pela maior parte da sociedade.
– O infiltrado: é aquele que é cooptado e colocado dentro de um grupo para buscar informações dos adversários. Este sujeito traidor precisa sempre parecer leal, cada gesto precisa ser de afirmação de uma lealdade. Se por acaso trair e ser descoberto, o “traidor-infiltrado” entra publicamente para o rol dos diabos da política bandida.
Das motivações para trair
– O sujeito traidor normalmente é movido pela cobiça, pelo dinheiro, pelos ganhos pessoais. Trai os companheiros confiando na impunidade da traição. Acredita que não será descoberto publicamente.
– Existem casos também do sujeito que trai pela inveja do sucesso do outro, inveja daquele que conseguiu um reconhecimento público e político que o traidor nunca irá conquistar.
Além da eleição de prefeito, vereador e vereadora, a eleição da traição começa para valer a partir do dia 7 de abril. A conferir daqui até o dia da votação do primeiro turno qual será o maior traidor da política em Cuiabá. Façam suas apostas.























